RACISTAS

Doria e Covas fazem demagogia com morte de João Alberto, mas atacam e matam jovens negros

Apelando para a demagogia Dória e Covas fazem falso discurso sobre a morte de João no Carrefour de Porto Alegre enquanto foram e são partes responsáveis pela maior letalidade da polícia de São Paulo.

Samyr Rangel

Rio de Janeiro

sexta-feira 20 de novembro| Edição do dia

João Alberto ou só Beto, foi assassinado por um policial e um segurança do Carrefour de Porto Alegre. Após isso dois dos mais sanguinários políticos atualmente no Brasil, João Dória e Bruno Covas, ambos que foram/são parte da gestão estadual de São Paulo e do PSDB, postaram em suas redes sociais demagogicamente contra o caso de racismo.

A demagogia se dá pelo absurdo fato de que a poucos meses atrás Dória surfava na onda bolsonarista racista para se alavancar governador utilizando do discurso mais eugenista possível para ser eleito.

Dória também protagonizou diversos discursos mais racistas, que é parte latente da classe a qual pertence a da burguesia, que só sobrevive mediante a exploração extrema e o racismo. Um destes discursos foi dito ainda em campanha, quando afirmou que a polícia atiraria para matar.

Já Covas, outro demagogo racista, também é protagonista de atos que diferem deste falso discurso de momento que tenta protagonizar em suas redes sociais. É o responsável direto pela desalojamento de quase 26 mil famílias, quase todas negras.

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Dória e Covas junto de Bolsonaro: em prol da manutenção do racismo

Podemos visualizar com isto que o discurso e a prática dos mesmos é bem diferente e que na realidade ambos, Covas e Dória, são parte essencial do problema, setoristas diretos da burguesia na política e responsáveis pela implementação, execução e massacre das populações pretas e pobres em São Paulo.

A luta dos negros e negras não necessita do afago e discurso falso-moralista de canalhas como eles, mas sim de uma ascensão e da rebelião das massas negras que ponha abaixo o regime que faz homens como Dória e Covas estarem no poder.

Ambos são parte desse regime autoritário fruto do golpe institucional de 2016. São parte de um projeto de país racista, de mais violência policial, assassinatos da juventude negra e do aumento do trabalho precário e ataques aos trabalhadores. Não enganam com seu discurso aparentemente “democrático” de repúdio ao assassinato de João Paulo.

A resposta contra a violência racista não pode ter figuras como Doria ou Covas como aliados. Vencer esse traço do regime brasileiro e do Bolsonarismo só será possível confiando nas próprias forças da luta negra, aliada aos trabalhadores na luta contra Bolsonaro, Mourão e todo esse regime do golpe.




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