Educação

ESCOLA SEM PARTIDO

Doria, capacho de Bolsonaro, é novo paladino da perseguição aos professores

Em entrevista nessa terça-feita (6), o governador eleito em SP na esteira de Bolsonaro, afirmou que o projeto reacionário “ Escola sem Partido”, de perseguição aos professores e cerceamento de debates críticos, de gênero e sexualidadede será uma de suas principais propostas pra aprovação imediata, junto ao Bolsonaro (PSL) e seus aliados.

quarta-feira 7 de novembro| Edição do dia

Conhecido por escândalos contra a educação e o povo pobre como o que querer dar uma ração humana feita com restos de comida para as crianças das escolas públicas, de marcar com caneta crianças a mão de crianças pra que não pudessem repetir mesmo com fome, e ter tentado retirar o direito a aposentadoria dos professores e servidores municipais com o projeto conhecido como "SAMPAPREV". Agora quer calar o debate crítico nas escolas apoiando o reacionário, machista e retrógrado escola sem partido.

Assim como o novo presidente eleito em meio à manipulações, João Doria (PSDB) também será continuidade violenta dos ataques de Temer e durante a eleição buscou se colocar ao máximo junto à Bolsonaro, e agora vai ser um verdadeiro vassalo de vossa magestade, buscando ser o "menino de ouro" levando à frente suas principais e mais reacionárias propostas. Conforme apontou na mesma entrevista, convidou para sua “equipe de gestão” o atual ministro da Educação do governo golpista de Temer, Rossieli Soares, que será o secretário de Educação de São Paulo, já Sérgio Sá Leitão, que comanda a área de Cultura no governo federal, vai assumir a pasta no secretariado paulista.

Ao lado dos seus dois convidados a secretários, Doria afirmou cinicamente que "Escola é lugar de aprender. Não é lugar de fazer política. Escola sem partido. Essa é a minha posição" ignorando que o aprendizado necessita de liberdade para apresentar uma visão crítica dos fatos históricos e as relações sociais. Além disso, esse projeto tem o objetivo de constranger os professores e impor uma única posição, à de Bolsonaro e os golpistas, para formar uma mão de obra acrítica pra ocupar os postos de trabalho precarizados com a reforma trabalhista.

O atual ministro da educação Rossieli, apesar de dizer que o projeto de lei é "desnecessário" porque "já há mecanismos que impedem a partidarização", criticou a suposta "partidarização" do ensino. "Não pode ter partidarização na escola. Independente de lei". Ou seja, não é necessário, mas pelo sim pelo não, não pode ter "partido" e que seja feita a vontade do presidente, que "independente da lei" deu início a caça às bruxas contra os professores chamando em vídeo que os alunos os persigam.

Já o novo secretário de Cultura e Economia Criativa, Sergio Sá Leitão, ministro da cultura de Temer até então, se colocou mais abertamente à favor do projeto da mordaça, de forma demagógica afirma que "Esse projeto não pode ser fator de restrição à pluralidade, mas há casos preocupantes de salas de aula que viraram palanques eleitorais".

Sendo uma verdadeira "Lei da Mordaça", o projeto de lei conhecido como "Escola sem Partido" está para ser votado hoje e se encontra com uma comissão da Câmara dos Deputados que estuda a alteração do texto proposta pelo deputado Flavinho (PSC-SP). Ele prevê que dentro das salas terão cartazes com dizeres do tipo "não cooptar os alunos para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária". O PL reacionário altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para que disciplinas que tenham como parte de seu conteúdo questões de gênero ou que tratem sobre orientação sexual sejam proibidas em salas de aulas.

Enquanto uma deputada do PSL quer "Escola Sem Partido" e dá aula com camiseta de Bolsonaro. Além disso o tipo de absurdos que os bolsonaristas e a bancada evangélica querem introduzir nas escolas sob o pretexto da “neutralidade ideológica” é, na verdade, o mais atrasado da ideologia reacionária, e não apenas em termos de sexualidade e moral, mas inclusive destruindo o conhecimento científico. Isso ficou muito claro quando, ainda no período eleitoral, o futuro ministro de Bolsonaro afirmava que a teoria da evolução é uma “doutrinação” e deveria ser ensinada em pé de igualdade nas escolas junto ao criacionismo, cuja “evidência” é a Bíblia. Querem transformar as escolas em púlpitos de igrejas.




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