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DORIA SÃO PAULO

Dória anuncia o fechamento de 108 AMAs em São Paulo, para beneficiar sistema privado

terça-feira 13 de março| Edição do dia

A Prefeitura de São Paulo, governada pelo empresário lobbista João Dória, anunciou que irá atacar profundamente o sistema de saúde na cidade. A principal medida será o fechamento de 108 Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), que serão absorvidas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

É o cartão de visitas para sua candidatura a governador do estado: fazer o mesmo em todas as cidades do interior, favorecendo seus amigos donos de multimilionários planos privados de saúde, deixando à míngua centenas de milhares de pessoas.

A diferença entre os dois tipos de estabelecimentos é que as AMAs são unidades de pronto atendimento para casos de baixa complexidade, enquanto as UBSs são centros médicos com consultas agendadas.

O anúncio vem gerando manifestação de parte da população que teme a superlotação das UBSs e dos prontos socorros de hospitais. “A melhora do sistema de saúde precisa ser discutida. Mas a mudança não pode ser realizada da noite para o dia porque já se gerou uma demanda pelo serviço existente”, afirma Marília Louvison, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), especialista em regulação do Sistema Único de Saúde.

A proposta de Dória é fechar AMAs que estejam integradas às UBSs, mantendo apenas o posto de saúde em funcionamento. Isso já aconteceu na Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Quem procura pronto atendimento na AMA Castro Alves, por exemplo, é encaminhado para o Hospital Cidade Tiradentes ou para a UPA Glória.

A UBS Castro Alves mantém consultas com ginecologista, dentista, psiquiatra, clínico geral e pediatra, mas as consultas são agendadas, diferente da AMA, que atendia procuras no momento.

Milhares serão afetados pelo plano de reestruturação de Dória, que tem como único objetivo, favorecer seus amigos empresários donos de empresas de Plano de Saúde, além das OS, "fundações" privadas de saúde que são contratadas pela prefeitura e enriquecem com o sofrimento da população.

Esse tremendo ódio à classe trabalhadora e aos pobres que dependem dessas unidades de saúde se assemelha ao desprezo com que o tucano rata os professores municipais em greve, na capital paulista. É preciso repudiar o fechamento dos ambulatórios, batalhando por um sistema único de saúde 100% estatal e administrado pelos trabalhadores, utilizando os fundos logrados com a estatização dos sistema privado de saúde e a abolição da possibilidade de lucrar com a saúde pública.




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