Economia

ROUBO DOS BANCOS

Dívida pública atinge 3,134 trilhões: bancos roubando país junto aos ataques de Temer

terça-feira 28 de março| Edição do dia

Dados sobre a Dívida Pública Federal (DPF) foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional e indicou que a DPF subiu 2,66% em fevereiro. Seu estoque que em janeiro, em R$ 3,053 trilhões atingiu em um mês R$ 3,134 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 2,80% e fechou o mês em R$ 3,020 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,76% menor, somando R$ 113,93 bilhões no primeiro mês do ano.

A Lei de Responsabilidade Fiscal sancionada em 2000 pelo atual presidente à época, Fernando Henrique Cardoso, obriga que o governo federal, bem como os estados da união paguem as dívidas públicas estaduais (no caso dos governos estaduais) e a federal (no caso do governo federal). Mas o que isso implica de fato, se levarmos em consideração a crise econômica e política em que vivemos, para o conjunto da população brasileira?

Com a Lei de Responsabilidade fiscal, o governo do golpista Temer, por exemplo, destina uma parcela do dinheiro público que hoje compreende um montante de 47,5% dos gastos federais aos bolsos dos capitalistas. Além de a lei favorecer o enriquecimento dos capitalistas e banqueiros, o governo federal também argumenta que o pagamento da dívida pública é uma forma de garantir o selo do Brasil de bom pagador, e dessa forma, atrair investimentos estrangeiros.

Ora, em meio a uma crise econômica brutal, onde o governo federal insiste não ter dinheiro e por isso precisa passar aceleradamente as reformas, Temer está dando aos banqueiros de presente – sem que eles movam uma palha – R$ 3,134 trilhões. Nesse sentido, as reformas da previdência, a PEC 55, terceirização irrestrita que são defendidas pelos meio de comunicação golpista e pelo governo federal, na realidade são mecanismo para manter os lucros dos banqueiros e dos capitalistas e acelerar mais ainda o processo de acumulação de capital.

Por isso, defendemos que os capitalistas paguem pela crise, e não a juventude e os trabalhadores! A taxação das grandes fortunas, o fim de isenções fiscais bilionárias e a reestatização de empresas privadas em conjunto com o não pagamento da dívida pública pode indicar uma saída anticapitalista a essa crise!

Não nos enganemos que os ataques orquestrados por Temer irão cessar, pois para garantir o enriquecimento dos capitalistas e dos banqueiros e sua permanência no alto posto da casa civil Temer precisa passar os ataques aos trabalhadores.

Temos, então, que resistir aos ataques neoliberais e organizar nossa defesa para que possamos acumular as forças necessárias para alavancarmos um ataque à propriedade dos capitalistas. Para que isso ocorra, é necessário que nos organizemos pela base através de plenárias e assembleias nos locais de trabalho, bairro e universidades, para que a partir daí façamos uma frente capaz de conter os ataques dos capitalistas.

Só através de uma unidade com setores da juventude e dos trabalhadores é que conseguiremos conter as reformas e impor aos capitalistas que eles paguem pela crise, e não a classe trabalhadora. Porém, as centrais sindicais empurraram a paralisação nacional apenas para daqui um mês, claramente mostrando que não querem lutar de verdade. Por isso, construamos comitês de base para impor a greve geral para barrar os ataques e fazer com que os capitalistas paguem pela crise!

Saiba mais: Por que a dívida pública é uma fraude contra os trabalhadores e não deve ser paga




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