Economia

DÍVIDA PÚBLICA

Dívida Pública atinge R$4,2 tri e Bolsonaro segue com agenda de ataques para garantir pagamento

Dívida pública segue crescendo e atinge escandalosos R$ 4,248 trilhões. Em nome do pagamento desta dívida, que na realidade é um verdadeiro roubo dos trabalhadores e da população pobre, Governo avança com políticas privatistas e ajustadores.

terça-feira 28 de janeiro| Edição do dia

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,03% em dezembro, e fechou o ano de 2019 em escandalosos R$ 4,248 trilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Tesouro Nacional.

O valor é 9,6% maior que o registrado em 2018, quando a dívida alcançou R$ 3,877 trilhões ao fim do ano.

Empresários estrangeiros tem em suas mãos R$ 449,37 bilhões em títulos da dívida pública, que negociam ao seu bel-prazer. A dívida pública é um dos mais importantes mecanismos utilizados como forma de subordinar um país aos interesses de um seleto grupo de capitalistas.

Saiba mais: Não precisamos de reforma da previdência: é necessário abolir a dívida pública

Esta dívida é ilegal, ilegítima e fraudulenta, uma vez que não se pode checar nada sobre sua origem ou seu crescimento, que aumenta exponencialmente ano a ano.

Segundo o Relatório Anual da Dívida Pública divulgado pelo Tesouro Nacional, a dívida pública estava repartida entre capitalistas dos principais ramos do capital financeiro, sendo que sua maioria estava nas mãos dos fundos de previdência (25,5%), fundos de investimento (25,2%) e instituições financeiras (22,3%).

Além disso, um seleto grupo de apenas doze instituições financeiras privilegiadas pelo Tesouro Nacional e outras doze pelo Banco Central, denominadas de dealers dos títulos da dívida pública, cuja função é intermediar as relações entre o Banco Central e o mercado e que detém privilégio na compra em primeira mão com o governo. Entre estas instituições estão os maiores bancos que atuam no país como: Banco do Brasil, Merryl Lynch, JP Morgan e Goldman Sachs, Bradesco, o suíço Credit Suisse, o espanhol Santander, Votarantim, Itaú e as corretoras XP Investimentos, entre outras.

Outra instituição que faz parte desse grupo de ladrões do dinheiro público está o BTG Pactual, banco fundado por Paulo Guedes, ministro e mentor do projeto privatista do governo Bolsonaro.

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Em nome do pagamento desse roubo por parte dos banqueiros, que consome quase metade dos recursos orçamentários do país inteiro, que políticas como de Bolsonaro e Paulo Guedes, apoiadas pelo Judiciário e pelo Congresso nas rédeas de Rodrigo Maia (DEM), aprovam reformas, como a previdenciária, para garantir ainda mais lucro aos capitalistas, aumentando não só a porcentagem de lucro por via da exploração e menores gastos com direitos trabalhistas, mas também garantindo que a quantia de dinheiro escoada para a dívida pública seja ainda maior.

Assim, enquanto afirmam que "não há dinheiro para saúde e educação", seguem pagando essa dívida fraudulenta e ilegítima, que rouba recursos dos trabalhadores e da população brasileira, e que subordina a política do país aos interesses do capital financeiro. O pagamento religioso dessa espoliação violenta não é exclusividade de Bolsonaro: todos os governos pagaram trilhões de reais aos banqueiros, e seguiram aplicando ataques para garanti-la.

Não se pode aceitar uma economia que se organize para atender à necessidade dos grandes banqueiros e imperialistas internacionais. É necessário batalhar por uma economia que busque garantir as necessidades da classe trabalhadora e da população pobre. Para isso, é necessário abolir o pagamento dessa dívida e atacar o bolso nos empresários e banqueiros.




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