Educação

DESMONTE DA EDUCAÇÃO

Dez Universidade brasileiras saem do ranking das 1000 Melhores do Mundo

Foi divulgado nesta terça-feira (5) o ranking internacional das 1000 melhores universidades do mundo, o chamado Times Higher Education. De 27 universidades brasileiras no ranking, o número caiu para 21, sendo 10 excluídas e 4 incluídas.

terça-feira 5 de setembro| Edição do dia

As universidades que sairam do ranking foram a UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFG (Universidade Federal de Goiás), UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), UFLA (Universidade Federal de Lavras), UFV (Universidade Federal de Viçosa), UFF (Universidade Federal Fluminense), UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Já as que entraram são Unifei (Universidade Federal de Itajubá), UnB (Universidade de Brasília), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

Das 10 excluídas do ranking, 8 são federais, reflexo do profundo sucateamento que estas sofrem por parte do governo de Temer. A partir de leis que precarizam cada vez mais a educação pública, o cenário para as universidades brasileiras é de cada vez mais cortes e ajustes. Com a PEC 55, que congela os gastos na saúde e na educação, aprofundando os ataques que os governos do PT já vinham descarregando sobre a educação pública, chega a cerca de 13 bilhões o valor de reais cortados da área. Em apenas 3 anos, o investimento nas instituições federais de ensino, caíram de 10, 7 bilhões em 2014, para 7,3 bilhões neste ano.


Fonte: UOL

Como é possível ver a partir da imagem acima, a USP (Universidade de São Paulo) permanece como a primeira colocada dentre as brasileiras, seguida da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas). Apesar da manutenção de seus postos, 251-300 e 401-500, respectivamente, ambas as universidades passam por um profundo processo de desmonte orquestrado pelo governo de Geraldo Alckimin, mas também parte de um projeto nacional de precarização da educação pública. Neste ano, cerca de 100 mil bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) foram cortadas, deixando uma série de estudantes com pesquisas inacabadas e impedindo mais um tanto de realizaram pesquisas futuras. Não a toa houve um decaimento no nível de ensino de tais instituições, mais uma calamidade que afeta mais ferozmente os setores mais precarizados da sociedade, que já não tinham acesso ao ensino superior, e os poucos que conseguem passar pelo filtro social do vestibular, se deparam com uma situação de cortes de bolsa, salas lotadas, falta de manutenção e permanência estudantil.

Além do Brasil, mais alguns países da América Latina também tiveram universidades de fora da lista. México, Chile e Colômbia apresentaram declínio, enquanto os Estados Unidos encabeçam a lista dos top 10 do ranking.




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