Economia

REFORMA TRABALHISTA

Desemprego cai para 11,8% às custas do aumento de trabalhos precários

Com a Reforma Trabalhista em sendo aplicada, os dados sobre desemprego no Brasil começam apresentar mudanças, mas o que não é escancarado é a verdade por trás desses dados: Desemprego diminui às custas de um aprofundamento brutal na precarização das condições de trabalho.

quarta-feira 31 de janeiro| Edição do dia

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o país ainda contava com 12,311 milhões de desempregados no quarto trimestre de 2017.

Os dados mostram uma melhora bastante singela: total de ocupados cresceu 2% no período de um ano, sendo equivalente a criação de cercade 1,8 milhões de postos de trabalho. A taxa de deemprego teve uma querda de 12% para 11,8%.

O que está por trás dessa suposta melhora?

685 mil vagas com carteira assinada no período de um ano foi extinta e na contramão disso, o aumento do emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,7%. Além disso o trabalho por conta aumentou 4,8% e a condição de trabalhador trabalhador doméstico aumentou 4,3%.

O trabalho sem carteira assinada, segundo a mesma pesquisa, nunca esteve tão baixo em toda a série histórica que o IBGE acompanha.

Ou seja, é evidente que a reforma trabalhista e a lei da terceirização aplicada pelo governo Temer, que se esforça absurdamente para a população receber como "boa" esta reforma e também a da previdência, diminui o desemprego baseada no aumento de postos de trabalho cada vez mais precarizados.

Temer favorece os capitalistas rasgando a CLT e possibilitando muito mais formas de trabalho, mais precarizadas, intermitentes e informais, com salários menores e condições de exploração cada vez maiores.




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