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Desemprego bate recorde chegando a 14,4% entre maio e agosto, divulga IBGE

A pesquisa iniciada em 2012 chega ao seu maior índice desde então. 14,4% de desempregados apontando também que o Brasil perdeu 12 milhões de postos de trabalho em um ano. A pesquisa leva em consideração apenas o número de desocupados em busca de emprego.

sexta-feira 30 de outubro| Edição do dia

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, afirmou ao G1 e à Folha que “Esse aumento da taxa está relacionado ao crescimento do número de pessoas que estavam procurando trabalho. No meio do ano, havia um isolamento maior, com maiores restrições no comércio, e muitas pessoas tinham parado de procurar trabalho por causa desse contexto. Agora, a gente percebe um maior movimento no mercado de trabalho em relação ao trimestre móvel encerrado em maio”.

Porém esse argumento se contradiz quando a própria pesquisa traz também um recorde no número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego), no trimestre de maio a agosto o aumento foi de 8,1% e em comparação com o mesmo período de 2019 foi de 24,2%, ou seja, 1,1 milhão de pessoas.

Trata-se ainda do menor número histórico de trabalhadores ocupados. Foram 4,3 milhões de postos de trabalho fechados em 3 meses, sendo que somente a metade era de carteira assinada. No trimestre anterior, encerrado em maio, também pela primeira vez se registrou menos da metade da população em idade de trabalhar ocupada, eram 49,5%, na pesquisa divulgada hoje são 46,8% em agosto.

Bolsonaro e Guedes são os responsáveis, com o judiciário e os governadores que para atacar a classe trabalhadora e defender os lucros dos capitalistas se unem. As MP 936 que ficou conhecida como MP da morte permitiu demissões e reduções salariais. A pesquisa mostra que a massa de rendimento real do trabalhador teve uma redução de 2,2% em três meses e 5,7% em um ano.




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