Economia

DESEMPREGO

Desemprego aumenta e atinge 7,6%

sexta-feira 25 de setembro de 2015| Edição do dia

O aumento em 52% no número de pessoas procurando emprego fez a taxa de desemprego atingir o mesmo patamar de março de 2010. Esse aumento no numero de pessoas procurando emprego na expectativa de recompor a renda familiar, afetada pela crise econômica, encontram um mercado em processo de demissões.

De um lado existe uma marcha de jovens em direção ao mercado de trabalho que, devido ao período de crescimento da renda familiar e de uma dinâmica favorável ao emprego, adiaram a busca por trabalho para se dedicar aos estudos, e hoje se encontram em um mercado que está mais preocupado em demitir do que contratar.

Por outro lado, a essa massa de jovens se soma cada dia mais um número considerável de adultos de 25 a 49 anos que foram demitidos e estão engrossando a fila dos desempregados nas metrópoles. A indústria foi o setor que mais cortou empregos. Foram 197 mil empregos cortados em um ano, queda de 5,5% em comparação a agosto de 2014. Na comparação a julho, a redução foi de 0,7%. São 3,3 milhões de empregados no setor. Já o setor de construção demitiu 120 mil pessoas nas metrópoles entre agosto do ano passado e agosto deste ano. Isso significa uma queda de 6,7% no período. Como a indústria, a construção vive um longo período de crise.

Sobre essas demissões Pablito Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) afirmou que “é necessário mais do que nunca, lutar em defesa do emprego, não aceitar nenhuma demissão. A patronal tenta chantagear com lay-off e PDV, mas não podemos aceitar nenhum acordo que coloque mais trabalhadores na rua. As burocracias sindicais ligadas ao governo federal, da CUT, e à oposição de direita, da Força Sindical, tem aprovado programas que reduzem a jornada de trabalho e o salário, como proposta para enfrentar as demissões. Temos que denunciar que esses acordos, o chamado “Programa de Proteção ao Emprego - PPE”, nada mais é do que proteção ao empresário. É preciso unificar as greves das montadoras em defesa dos empregos e com a diminuição da jornada de trabalho sem diminuição salarial, para que os desempregados e os jovens que hoje estão a procura de emprego também possam trabalhar”.




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