Sociedade

CIDADE OLÍMPICA

Desabamento de Ciclovia é mais um esquema de corrupção do PMDB

Carlos Neira

RIO DE JANEIRO

sexta-feira 22 de abril de 2016| Edição do dia

Na manhã dessa quinta-feira (21), na avenida Niemeyer no trajeto Leblon-Vidigal, um trecho da recentemente inaugurada Ciclovia Tim Maia desabou causando a morte de, até agora, 2 pessoas; uma terceira vitima do desabamento ainda é procurada.

Atribuída a uma forte ressaca o desabamento da cenográfica estrutura da ciclovia escancara a política de descaso do PMDB e os sempre presentes esquemas de corrupção dos políticos da ordem, em especial, claro, os do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, muito presentes até nos Panama Papers.

A primeira forte ressaca do Atlântico e um trecho de quase 20 metros da ciclovia recentemente inaugurada no dia 17 de Janeiro caiu facilmente. Da mesma forma como em Mariana, esquemas de corrupção, de precarização e desvio de fundos públicos, tentam se esconder por trás de fenômenos naturais. Em contraste e exatamente no trecho do desabamento, erguem-se imponentes os arcos do viaduto Rei Alberto, que vêm sofrendo os embates das fortes ressacas do oceano atlântico desde 1920 e continua intacta suportando o intenso fluxo veicular Barra/Zona Sul e que vale a pena lembrar, merece um trato melhor da prefeitura para uma estrutura antiga como essa.

Uma construção claramente abaixo dos padrões estruturais e de qualidade mínimos exigidos em qualquer lugar e que dias depois de ser inaugurada já apresentava sinais de deterioração. Situação bastante contrastante com os R$44,7 milhões que custou a obra.

As fortes ondas que ontem derrubaram a ciclovia não são o verdadeiro motivo do desabamento que tem motivado a indignação com a gestão do Prefeito Eduardo Paes do PMDB nas redes sociais e também nas ruas, pois um grupo de indignados ciclistas iniciou um protesto na Cinelândia pelo descaso com as obras da ciclovia rumo ao Pontal do Leblon, lugar próximo ao local do desabamento.

Mais uma instalação cenográfica no show das olimpíadas do PMDB no Rio. O cenário só precisa aguentar até o fim das olimpíadas e o processo das eleições para prefeito. Mas nem isso aguentaram.

A fome de lucro que caracteriza os movimentos dos políticos como Eduardo Paes e seus parceiros expressa-se na aprovação de projetos que, como o da Ciclovia Tim Maia, não atendem padrões mínimos para uma infraestrutura do tipo. Por outro lado e para piorar o cenário, a empresa responsável pela obra da ciclovia a Construmat, é propriedade da família do atual secretário de Turismo, Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello, situação no mínimo suspeita e que configura uma situação mais do que propícia e um terreno fértil para os esquemas de corrupção que o PMDB tanto gosta.

No final de contas o trecho desabado da ciclovia Tim Maia nos oferece uma bela analogia para a nova política que está levantando atualmente o PMDB e que mostra a verdadeira natureza da "Ponte para o Futuro" desse partido. Uma "Ponte para o Futuro" dos corruptos, dos caloteiros, uma ponte para o futuro do reacionarismo e do machismo que são a verdadeira face do próximo candidato a prefeito Pedro Paulo Carvalho, protegido e impulsionado pelo atual Prefeito Eduardo "Nervosinho" Paes, que, é bom lembrar, tem seu nome na lista de nomes da sempre corrupta Odebrecht.

Frente ao atual processo aprofundado de precarização que os serviços públicos, mas principalmente a saúde e a educação estão sofrendo na cidade, a prefeitura já começa a mostrar sinais de precarização colocando a venda imóveis para se salvar da crise. Com 71 escolas ocupadas no Estado, vários setores do funcionalismo público em greve e a cenografia da cidade maravilhosa caindo aos pedaços é fundamental dar uma saída e enfrentar tanto as precarizações no nível estadual como municipal combatendo também o processo de impeachment, pois são os mesmos setores reacionários, que batem em mulher, reivindicam torturadores, montam golpes institucionais e aprovam leis que precarizam ainda mais as condições de trabalho como a PL4330.




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