Política

MARIELLE FRANCO

Deputados do MDB são suspeitos do assassinato de Marielle

Edson Alertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo do MDB estão entre os suspeitos de terem assassinados Marielle Franco em março desse ano.

sexta-feira 10 de agosto| Edição do dia

Imagem: Armando Paiva/Estadão Conteúdo e Daniel Marenco/Agencia O Globo/ Reprodução UOL

Marcelo Freixo (PSOL), concedeu uma entrevista para a Veja, na qual disse que não descarta a possibilidade dos deputados do MDB: Edson Alertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo estarem envolvidos com a morte de Marielle. Nas palavras dele "É assustador, mas não posso eliminar nenhuma possibilidade. (...) Quem matou mandou um recado. E, se continuar solto vai matar mais gente."

Os 3 deputados estão presos desde o ano passado, acusados de envolvimento com uma máfia de empresários de ônibus e a Delegacia de Homicídios tem uma lista de pessoas que visitaram os deputados nos últimos meses.

Não se sabe ainda se freixo está correto ou não. O que podemos afirmar sem duvidas é que no assassinato de Marielle, que se colocou contra a intervenção federal, o que levou ao seu brutal assassinato, junto com seu motorista Anderson, o Estado tem responsabilidade. Seja encabeçado por alguns dos membros do MDB ou não, Marielle e Anderson tiveram suas vidas arrancadas em meio a Intervenção Federal decretada por Temer (justamente do MDB) em fevereiro deste ano. Mais que ser responsabilidade - ou não - de apenas um dos partido da ordem, a responsabilidade é inteiramente do Estado, que decretou a intervenção como forma de tentar controlar, em base a repressão e até assassinatos, a crise que se alastra e que tem no Rio de Janeiro o ponto alto.

Nesse sentido, não podemos confiar que o próprio Estado com suas polícias irá levar esse caso até o final, por isso somente uma investigação independente pode garantir uma apuração da verdade e encontrar os culpados, não somente os executores, mas os mandantes desse crime político. É necessário conformar uma Comissão de Investigação Independente com parlamentares do PSOL, representantes de organismos de direitos humanos, de sindicatos, intelectuais especialistas da crise social no Rio e outros setores com legitimidade popular para investigar.




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