Economia

CRISE

Demissões em Caxias do Sul

Caxias do Sul, cidade que tem como slogan "da fé e do trabalho", encontra-se desde a crise capitalista iniciada em 2008 amargando catastróficas quedas em seu PIB, chegando no final de 2015 num desolador cenário de guerra.

sábado 13 de fevereiro de 2016| Edição do dia

Caxias do Sul, cidade situada na serra Gaúcha sendo a segunda maior cidade do estado, ficando atrás somente da capital Porto Alegre, também se destaca por ser o segundo maior pólo metal-mecânico do Brasil, atrás apenas de São Paulo e também é a maior produtora de hortifrutigangeiros e frutas do estado.

A cidade, que tem como slogan "da fé e do trabalho", encontra-se desde a crise capitalista iniciada em 2008 amargando catastróficas quedas em seu PIB, chegando no final de 2015 num desolador cenário de guerra.

Tudo isso vem associado a elevados números de demissões, principalmente na indústria, que podemos visualizar nas quilométricas filas do SINE/RS na cidade, juntamente com o fechamento de históricas fábricas como foi o caso da empresa Robertshaw deixando de uma hora para outras mais de 400 trabalhadores na rua.
Com números alarmantes de demissões e flexibilizações de trabalho a queda na economia somados os dois últimos anos (2014 e 2015) correspondem a 24,6% e somente em 2015 a queda foi de 18,7%. Decompondo em setores temos o comércio com queda de 29,2%, indústria com queda de 23,1% e serviços com 4,6%.
Neste cenário de caos, os patrões, o governo e a burocracia sindical (CTB/PC DO B) num mesmo discurso pedem paciência.

Com toda essa situação desesperadora a burguesia caxiense joga junto com o governo do RS e o governo Dilma a crise sobre os ombros da classe trabalhadora onde o governo Sartori ataca desde o início de 2015 os servidores do estado com uma ampla política de ajuste fiscal neoliberal ao moldes do governo Dilma, retirando direitos dos trabalhadores e investimento nos serviços públicos.

Sabemos que a patronal continua com seus lucros altíssimos, mas para que estes se mantenham inalterados e crescendo, jogam a classe trabalhadora numa situação nunca antes vista no município com as grandes demissões, diminuição de trabalho e até o fechamento das fábricas. A patronal continua lucrando milhões, porém o presidente do sindimetal em Caxias Assis Melo, prefere viajar para Brasília em busca de apoio do governo Dilma para continuar ajudando ainda mais as grandes empresas da cidade.

Nós do MRT (Movimento Revolucionário de Trabalhadores), que impulsionamos o Esquerda Diário estamos dedicando nossas energias a uma campanha contra as 517 demissões anunciadas na GM de São José dos Campos, que teve lucros bilionários no Brasil e na América Latina e agora quer deixar centenas de famílias na rua. Bem como repudiamos a atuação do sindimetal de Caxias do Sul convidando todos os trabalhadores a debaterem sobre a situação pela base, independente da burocracia sindical.

Contra os atrasos de salários, demissões e fechamento de fábricas nós do MRT defendemos:
POR ASSEMBLEIAS DE BASE EM CADA LOCAL DE TRABALHO!
PELO PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS!
NENHUMA FAMÍLIA NA RUA!
NENHUMA DEMISSÃO!
PELA ABERTURA DOS LIVROS DE CONTABILIDADE DAS EMPRESAS!
CONTRA O FECHAMENTO DAS FÁBRICAS!
QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA CRISE!




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