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SIDERURGIA

Demissão de mais 4.000 trabalhadores das siderúrgicas neste ano

quinta-feira 16 de julho de 2015| Edição do dia

O Instituto Aço Brasil prevê que as siderúrgicas brasileiras demitirão 4.000 operários ainda este ano. Nos últimos 12 meses, 11.180 foram demitidos no setor, e 1.400 trabalhadores estão em lay-off.

Segundo o instituto, para 2015 a produção de aço bruto deve apresentar uma redução de 3,4% em relação a 2014, e as vendas internas têm previsão de queda de 15,6%.
Estes dados vêm se somar aos da pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), da semana passada, que apontava a mesma tendência, prevendo que 68% das empresas precisariam cortar vagas. Já são mais de 150.000 demitidos no setor industrial.

Enquanto isso os empresários do setor pedem ao governo redução de impostos e proteção contra o aço importado (especialmente o que vem da China). A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e a ThyssenKrupp, gigantes do setor, afirmam que cogitam desinvestir e vender ações em empresas nacionais do setor.

Essa crise acontece devido à baixa nas vendas, fruto da crise econômica. Os empresários querem descarregar o peso desta desaceleração na economia nas costas dos trabalhadores – com o apoio do governo Dilma e das burocracias sindicais, como da CUT e Força Sindical – seja com lay-offs, férias coletivas ou demissões massivas.

Esta ameaça vem se juntar a todos ataques que foram feitos pelo governo do PT contra os trabalhadores neste ano, como os cortes no seguro-desemprego,os cortes na saúde e educação, o aumento na conta de luz e a MP (Medida Provisória) recém-aprovada por Dilma, o Plano de Proteção ao Emprego (PPE) que dá mais uma ferramenta à patronal para manter seus lucros, às custas de redução salarial custeada pelos trabalhadores e pelo governo.

Somente a força dos trabalhadores poderá dar uma saída contra as demissões, contra os lucros dos capitalistas e contra as mazelas que atingem a população como um todo. É preciso organização e luta para passar por cima dos interesses da aliança entre o governo Dilma, os grandes empresários e a burocracia sindical que não quer organizar nenhuma luta séria.

Informações são do Jornal O Globo




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