Gênero e sexualidade

DIREITO AO ABORTO / PTS

Del Caño: “Isso aconteceu no marco de uma histórica e comovedora mobilização”

O deputado nacional argentino pela Frente de Esquerda anunciou sua primeira mensagem depois da histórica votação, encarando o desafio que se abre frente a discussão por vir no Senado.

quinta-feira 14 de junho| Edição do dia

Há poucos minutos, na Argentina, acaba de ganhar por quatro votos a votação em deputados pela lei do aborto seguro e gratuito!

Isso aconteceu no marco de uma histórica e comovedora mobilização, de uma maré verde protagonizada por centenas de milhares de mulheres, em sua maioria muito jovens, por todo o país.

Cambiemos é o bloco que mais votos deu para evitar que isso acontecesse, com o recorde do bloco de Elisa Carrió, em que 90% dos membros votou contra. Mas não foram os únicos. O peronismo, em todas as suas variantes (Partido Judicialista, Frente Renovadora, Frente Para a Vitória) colocou o resto dos votos contrários. Por exemplo, o presidente do PJ e membro do bloco Kirchnerista, foi um dos mais fanáticos defensores de que o aborto clandestino continue.

A Frente de Esquerda é o único bloco que votou por este direito elementar para as mulheres. O direito ao aborto legal, seguro e gratuito é parte de nosso histórico programa.

Nós sabemos, como dissemos nos discursos desta sessão histórica, que ainda saindo a meia sanção em Deputados, no Senado, dominado diretamente pelos governadores feudais do PJ, Cambiemos e os partidos provinciais, não vai ser fácil que se sancione. O poder obscurantista da Igreja vai fortalecer toda sua maquinaria a serviço de manter a máfia do aborto clandestino. Na sexta-feira passada, as referentes políticas, Maria Eugenia Vidal e Carolina Stanley, visitaram Bergoglio no Vaticano.

Lá teriam terminado de selar o pacto de evitar de todas as formas que a força da mobilização pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito pudesse se colar nas reacionárias instituições deste regime, como é o Congresso.

Temos que converter a alegria que temos hoje em muito mais. Temos que fortalecer o enorme movimento verde que esteve se desenvolvendo durante os últimos meses, um salto na histórica luta pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito. Não vão poder frear essa luta com uma posição contrário no Senado. Essas mulheres que em suas escolas, faculdades, lugares de trabalho, bairros, se colocaram de pé acompanhadas por seus companheiros homens e conseguiram essa primeira vitória não devem parar.

Elas sabem que, como a história demonstrou, os direitos não se pedem, e sim se conquistam com a luta e mobilização. Essa força vai se potencializar com tudo se ligamos às lutas dos trabalhadores contra o plano de guerra que o governo, os banqueiros e empresários comandados pelo FMI nos declararam. A única luta que se perde é a que se abandona. Nós não vamos nos dobrar.

Parabéns a todas as que lutaram e bancaram para conseguir esse passo! Isso está apenas começando!




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