Política

RUSSOMANNO DIZ QUE NÃO TOMAR BANHO PREVINE COVID-19

"Declaração de Russomanno é para naturalizar a morte dos mais pobres" diz Pablito

Celso Russomanno mostrou mais uma vez seu ódio e desprezo contra pobres ao declarar que pessoas em situação de rua podem ser mais resistentes à Covid-19 por “não tomarem banho todos os dias”. A bancada revolucionária de trabalhadores do MRT se manifestou contra o candidato do Republicanos.

quarta-feira 14 de outubro| Edição do dia

A fala do candidato à prefeitura de São Paulo foi feita durante um encontro com patrões na Associação Comercial de São Paulo. Talvez nesse ambiente o candidato tenha se sentindo à vontade para dizer o que pensa e sem demagogias eleitorais, e destilou seu elitismo reacionário. Ele disse ao público presente que “Todo mundo esperava que a Covid tomasse conta de todo mundo, até porque, eles não têm o afastamento que foi pré-estabelecido pela OMS. E eles estão aí, nós temos casos pontuais, e não temos uma quantidade imensa de moradores de rua com problema de Covid. Talvez eles sejam mais resistentes do que a gente, porque eles convivem o tempo todo nas ruas, não tem como tomar banho todos os dias, etc e tal”

A bancada revolucionária de trabalhadores do MRT, que concorre às eleições pare vereador em São Paulo, se pronunciou sobre a abjeta declaração. Diana Assunção tuitou:

Marcello Pablito deu uma declaração ao Esquerda Diário:

“Durante essa pandemia se tornou ainda mais escancarado o desprezo de todos os políticos patronais pelos mais pobres. Bolsonaro, atual padrinho político de Russomanno, disse em diversas oportunidades e com todas as letras que ‘era só uma gripezinha’ e que iriam morrer os mais idosos. Mas suas ações concretas, como a MP da morte que legalizou as suspensões, ou o seu incentivo a que o comércio e a indústria funcionassem normalmente, expondo os trabalhadores, mostraram claramente que para ele é a vida dos mais pobres que não vale nada. É exatamente o mesmo que faz seu candidato em São Paulo. A declaração de Russomano é para naturalizar a morte dos mais pobres, pois sabemos que nas ruas muitos estão morrendo e se contaminando, e sequer entram nas estatísticas. Como vimos, os governos não apenas não disponibilizaram testes massivos, como Bolsonaro ainda fez de tudo para maquiar os números reais de morte.

Não sabemos qual a proporção real de pessoas em situação de rua que estão morrendo pelo coronavírus em decorrência da negligência destes governos. Em São Paulo, a cada ano assistimos pessoas morrendo de frio, escancarando o tamanho dessa negligência, e agora Russomano cinicamente afirma que as pessoas que se encontram nessa triste situação como fruto do capitalismo são mais resistentes porque não tomam banho. É revoltante e escandaloso esse cinismo, lembrando as recentes declarações de Bia Doria de que as pessoas estariam na rua porque gostam. Russomano deu essa escandalosa declaração querendo agradar a patronal do comércio que o ouvia, e disse, concordando com Bolsonaro e empresários como Junior Durski, do Madero, que o comércio deveria permanecer aberto. Daí a sua bizarra ‘explicação’ para sacrificar vidas, como a de Bolsonaro e a sua ridícula fala sobre o ‘histórico de atleta’.

É essa a canalhice dos políticos capitalistas, que olham de cima para as pessoas que suas decisões obrigam a morar na rua, como se não fossem gente. Nós lutamos por uma reforma urbana radical para expropriar todo grande imóvel vazio, para taxar as grandes fortunas e acabar com o pagamento da dívida pública, garantir um salário emergencial de R$ 2 mil durante a pandemia e por frentes de obras públicas para garantir casa, comida e emprego para todas estas pessoas, e por testes massivos e tratamento adequado para todos os que contraiam a Covid-19.”




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