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Decisão de Bolsonaro sobre DPVAT afeta Bivar, presidente do PSL

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de editar uma medida provisória que extingue, a partir de janeiro de 2020, os seguros obrigatórios DPVAT e DPEM, vai atingir em cheio os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).

terça-feira 12 de novembro| Edição do dia

Atual desafeto do presidente da República, Bivar é o controlador e presidente do conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT. A empresa intermediou o pagamento, de janeiro a junho de 2019, de R$ 168 milhões em indenizações relacionadas ao seguro, segundo relatório de auditoria da Líder DPVAT.

Veja mais: Bolsonaro extingue seguro DPVAT, atacando indenização de vítimas de acidentes e o SUS

A Excelsior Seguros foi adquirida por Bivar na década de 1990. Em seu site, a Excelsior se declara a maior seguradora do Nordeste. Questionado sobre o assunto, o Palácio do Planalto não comentou. Bivar também não se manifestou até a publicação deste texto.

Desde que assumiu o governo Bolsonaro já promoveu uma série de retaliações ou ameaças, como exemplo, o decreto que editou acabando com a obrigatoriedade das empresas de publicarem seus balanços comerciais em jornais, retaliando os grandes veículos de comunicação; ou mesmo a vingança mais pessoal, através da demissão do fiscal do Ibama que o multou por pesca ilegal. Sua ameaça mais recente foi a Globo, após a reportagem que expôs o depoimento do porteiro que associava Bolsonaro aos executores do assassinato da vereadora Marielle, ameaçando de não renovar a concessão dos golpistas donos da emissora.

Não dá para afirmar que ação de Bolsonaro é mais um capítulo das disputas internas do PSL. O que podemos afirmar é que a extinção do DPVAT é um duro para as milhares de vítimas de acidentes de trânsito que não terão mais assegurada a indenização do seguro. Assim como um ataque ao SUS que recebe parte (45%) dos recursos do seguro.




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