CRISE NO GOVERNO TEMER

De saída do governo golpista, PSDB defende o mais antidemocrático: eleições indiretas

Abandonando o barco furado de Temer, os tucanos querem que o próximo presidente seja eleito pelo congresso de corruptos que aprovou o golpe e os ataques contra os trabalhadores.

quinta-feira 18 de maio| Edição do dia

Com as cartas de renúncia de Aloysio Nunes e Bruno Araújo, ambos ministros de Temer, já prontas, o PSDB decide nessa tarde se irá mesmo desembarcar do barco furado do governo Temer.

Os tucanos estão metidos na lama até o pescoço, e afastaram o presidente da sigla, Aécio Neves, acusado nas delações de Wesley Batista, dono da JBS. O senador Aécio havia sido um dos principais articuladores da entrada do PSDB no governo Temer.

O PSDB pretende defender a saída mais antidemocrática para a crise política, para tentar preservar esse regime apodrecido de corruptos. Eles querem uma eleição indireta do próximo presidente assim que Temer for chutado do Planalto. Ou seja, esse mesmo Congresso implicado até a medula nos escândalos da Lava Jato, que aprovou a terceirização e avançava para aprovar as reformas de Temer, deveria escolher os rumos do país.

Por outro lado, setores amplos e massivos defendem as eleições diretas, o que o PSDB não parece querer pela pequena chance que teria de derrotar Lula nesse momento. Contudo, as eleições diretas não são uma resposta para os problemas dos trabalhadores: permanece o mesmo jogo de cartas marcadas, com partidos golpistas e de outro lado os petistas, que por 13 anos fizeram acordos com essa direita e seguiram garantindo os lucros bilionários dos capitalistas aos custos de nossa exploração, preparando o caminho para o golpe institucional.

É hora de tomarmos o futuro do país em nossas mãos, e por isso o MRT chama todos a irmos às ruas lutar pela derrubada de Temer e por uma nova Constituinte.




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