Economia

DESEMPREGO

Dados que contrariam demagogia: desemprego sobe para 12,7% no governo Bolsonaro

De acordo com dados da Pnad Contínua a população desocupada cresceu 10,2% em relação ao último trimestre do ano passado e atinge agora 13,4 milhões de pessoas.

quarta-feira 1º de maio| Edição do dia

Com um acréscimo de 1,235 milhão de pessoas a massa de desempregados do país o número só não foi ainda maior pois houve um aumento em 117 mil na população inativa, ou seja, que não entra nos cálculos por terem desistido de procurar emprego ou por não estarem aptas ao trabalho, totalizando 65,250 milhões.

O número de pessoas desalentadas também cresceu, no período de um ano até aqui o número foi para a casa dos 4,843 milhões, com um aumento de 256 mil pessoas. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga

Isso demonstra, com dados estatísticos do próprio IBGE, como as falsas promessas da campanha de Bolsonaro para “esquentar” a economia e recuperar seu dinamismo não passavam de demagogia para encobrir a verdadeira política por trás de sua candidatura: Aprofundar o descarregamento da crise capitalistas nas costas da classe trabalhadora e dos setores mais oprimidos da nossa sociedade na base da repressão ainda maior pela via dos militares e da lava-jato, braço do autoritarismo judiciário representado pelo “Superministro” da Justiça Sergio Moro.

Após avançar no aprofundamento da reforma trabalhista com a promessa de que a retirada dos direitos dos trabalhadores incentivaria os empresários a abrirem novas vagas o que os números nos mostram é exatamente o contrário: Com os recentes casos da Ford, da R.R. Donnelley vemos que os patrões na verdade se sentem ainda mais confortáveis para realizarem demissões em massa com a garantia do governo de que sairão ilesos de colocar milhares de famílias nas ruas sem emprego.

O “centro de gravidade’ do governo segue sendo a aprovação da reforma da previdência que intitulam a “Mãe” das reformas neoliberais e que diretamente fará com que milhões de trabalhadores e pobres trabalhem em condições mais precárias e sem direitos trabalhistas e com o aumento da idade mínima de aposentadoria e do período de contribuição trabalhem literalmente até morrerem sem poderem fazer uso desse direito tão elementar.

Bolsonaro tenta fazer confusão alegando um déficit na previdência enquanto os grandes banqueiros e empresários devem mais de 450 bilhões para o INSS. Isso também não é por acaso, o montante gerado pela reforma irá diretamente para o pagamento da dívida pública, uma dívida totalmente ilegítima e fraudulenta que a cada ano só aumenta e funciona como uma espécie de bolsa banqueiro, drenando cerca de um trilhão ao ano pra esses mesmos devedores do sistema previdenciário e funcionando como a maior ferramenta de subordinação da economia do país aos interesses do imperialismo, em especial o dos EUA de Trump.

Frente a esse cenário de aprofundamento da crise e do caos social pelas mãos do autoritarismo judiciário e da extrema-direita devemos nos apoiar no espírito de luta dos metroviários de São Paulo que vem construindo uma forte campanha dos coletes na luta contra a reforma da previdência e que vem ganhando simpatia cada vez maior do conjunto da população. As principais centrais sindicais do país, a CUT do PT e a CTB do PCdoB vem se demonstrando como um verdadeiro entrave na organização dos trabalhadores, fomentando a desorganização e a passividade a fim de negociar com Rodrigo Maia a aprovação de uma reforma com “algumas alterações”.

Chega desses partidos negociarem ataques aos nossos direitos com os inimigos dos trabalhadores, as centrais sindicais que agrupam milhões de trabalhadores devem imediatamente organizar em cada um dos sindicatos que dirigem assembleias e comitês, construindo pela base a articulação de um plano de lutas nacional e unificado da classe trabalhadora para lutar contra a reforma da previdência e pelo não pagamento da dívida pública, cobrando o pagamento da dívida de bilhões dos banqueiros e empresários ao sistema da previdência para derrotar os capitalistas e fazer com que paguem pela crise que eles mesmo criaram.




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