Política

CRIVELLA CASTIGA OS POBRES

Culpado pelas enchentes, Crivella diz que é ’impossível’ entrar na favela ’sem violência’

quinta-feira 8 de março| Edição do dia

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Após participar de reunião com o golpista Michel Temer, no dia de ontem (07), Crivella declarou que acha impossível fazer incursões nas comunidades carentes sem que haja alguma ação de violência. Segundo ele:

"É impossível também você fazer uma incursão na comunidade carente sem que haja uma certa ação de violência, porque a criminalidade ali é muito grande, é muito forte".

Ocorre que, antes de tudo, a prefeitura é responsável por tornar as favelas comunidades carentes, afinal de contas, em primeiro lugar, enquanto Crivella viajava pela Alemanha, os moradores das favelas do Rio viviam o descaso com as enchentes que deixaram bairros inteiros sem ter acesso à luz por até 4 dias inteiros.

Crivella se beneficia de toda esta pobreza, pois é parte dos políticos que aparece nas favelas duas vezes ao ano, prometendo e não cumprindo para aquele povo, os pobres e em sua maioria negros, que vivem em péssimas condições de moradia, sem acesso à saúde (que Crivella está cortando), sem acesso ao saneamento básico que é de responsabilidade do estado, refém das empresas de transporte que foram projetadas para não deixar o pobre chegar às áreas "nobres" da cidade, com suas tarifas caríssimas.

Crivella, que disse que construiria um muro igual ao que separa Israel da Palestina para segregar as favelas do centro e da Zona Sul, pouco se importa com os pobres (exceto na hora de pedir seu voto ou seu dízimo), afinal, mora em uma mansão na Barra da Tijuca, em um caro condomínio ao lado de capitalistas que enriquecem com a exploração dos trabalhadores e a produção da miséria, a especulação imobiliária e o trabalho precário.

Temos que nos opor à intervenção federal no Rio, porque não se trata de dar segurança ao pobre, pelo contrário, é sim para reprimir os pobres e dar segurança aos capitalistas que vem planejando ataques brutais contra os trabalhadores, levados adiante pelo governo golpista de Michel Temer, pelo (envolvido e em inúmeros escândalos) Pezão, e pelo próprio Crivella.




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