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RIO DE JANEIRO

Descaradamente, Crivella presta solidariedade ao "perseguido" Flavio Bolsonaro: "a verdade vai prevalecer"

Em postagem delirante o prefeito do Rio de Janeiro saiu ao resgate do filho 01 do presidente, declarando "Quando não somos coniventes com a corrupção, é isso o que acontece: somos atacados".

segunda-feira 23 de dezembro de 2019| Edição do dia

As recentes revelações das investigações em torno dos esquemas para apropriação de verba pública no gabinete de Flávio Bolsonaro, na época de deputado, não deixam dúvida da corrupção. Ainda assim, há quem defenda.

O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PR-RJ), que deveria estar mais preocupado em pagar o 13º dos servidores cariocas, no dia (21) postou um vídeo se solidarizando e defendendo o senador filho do presidente Jair Bolsonaro. Claramente interessado no apoio de Bolsonaro a sua candidatura para a prefeitura carioca em 2020, Crivella se dispõe inclusive a defender o indefensável, conforme o vídeo e a postagem que divulgou:

Ao resgate de Flávio, Crivella argumenta que o senador vem sendo perseguido pelo Judiciário, quando na verdade as investigações correm a passos de tartaruga, tendo passado mais de um ano desde a explosão do caso Queiroz. É notável como os ritmos da investigação transcorrem de acordo com os interesses políticos.

As atuais disputas da política fluminense, entre Witzel e o clã Bolsonaro, parecem estar por detrás da retomada de iniciativa do MP do Rio. Crivella já escolheu seu lado na reacionária disputa, reforçando também a aliança entre Universal e Bolsonaro. Os setores do heterogêneo bonapartismo institucional discordam no quanto avançar nas revelações do caso. De um lado Witzel e Globo patrocinam a campanha para desgastar o máximo possível pai e filho; do outro vemos Maia, Alcolumbre e agora Crivella buscar lavar a cara da evidente corrupção, deixando em aberto esse tiro de advertência.

Resta saber qual a utilidade desse apoio do prefeito carioca a Flávio, sendo que Crivella possui baixíssima popularidade, a gestão de Crivella é reprovada por 72% dos entrevistados, que a consideram ruim ou péssima, motivo pelo qual Bolsonaro ainda não declarou seu apoio a Crivella.




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