Sociedade

CASO MARIA EDUARDA

Dentro de condomínio de luxo, Crivela defende escolas blindadas

segunda-feira 3 de abril de 2017| Edição do dia

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, afirmou de uma maneira cínica que a argamassa para blindar escolas municipais já foi encomendada e está vindo dos Estados Unidos. Obviamente que não é do interesse do Crivella colocar um basta nas operações policiais que matou a menina Maria Eduarda e outros jovens negros da periferia, pois a polícia com o pretexto da ’’guerras ás drogas’’ quer seguir reprimindo constantemente a população pobre para defender os lucros dos grandes capitalistas.

De acordo com o prefeito ’’Vou fazer isso (blindar as escolas) assim que chegar a argamassa. Ela é importada, fabricada nos Estados Unidos. Hoje, temos 20 escolas paradas. Ninguém pode governar nessas condições, sem segurança. Não podemos ter mais crianças baleadas dentro da escolas’’. Nesta fala podemos constatar que trata-se de mais uma "bala não tão perdida" da polícia, que perfura o corpo dos jovens negros da periferia.

O mais absurdo de toda esta história é que ao fazer isso, Crivella alimenta a tese de que Maria Eduarda não foi morta pela policia carioca, mas sim por uma suposta K-47 do tráfico de drogas, quando na realidade esta é evidentemente uma informação falsa, que a direita se utiliza para tentar justificar a violência no RJ.

O prefeito ainda comentou a convocação de uma reunião nesta quarta feira para se discutir a ’’segurança do Rio’’ que se parece um ’’encontro entre amigos’’. Num Estado que se encontra numa crise profunda, um encontro entre os representantes da polícia rodoviária, polícia federal, força nacional, força nacional de segurança, marinha, exército, aeronáutica, polícia civil, militar e guarda municipal tem como objetivo reprimir os trabalhadores e demais setores populares que se levantam contra esta crise absurda do que garantir a seguranças dos jovens da periferia.

Além da argamassa, o secretário de Educação César Benjamin, estuda blindar botijões de gás e aumentar a ’’vigilância nas escolas’’. Estas medidas não passam de desculpas para poder aumentar a repressão contra a própria juventude que sente os efeitos da crise, pois é totalmente ineficaz para garantir a seguranças destes jovens.




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