Juventude

OCUPAÇÕES NO RS

Cristóvão, maior escola de Caxias, adere à onda de ocupações do RS

Os estudantes secundaristas do I.E.E. Cristóvão de Mendoza decidiram pela ocupação da escola em assembleia lotada (com a presença da larga maioria dos estudantes, como se vê na foto de capa) na manhã de quinta-feira (19).

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

O Cristóvão foi pelo menos a terceira escola a ser ocupada em Caxias do Sul. A escola Professor Apolinário Alves dos Santos foi ocupada após assembleia dia 18 de manhã, e na madrugada seguinte foi a vez do colégio Henrique Emílio Meyer. O IEE Cristóvão de Mendoza é a segunda maior escola do RS em número de alunos.

Após a decisão pela ocupação, foram definidas comissões para cada tarefa, como segurança, limpeza, alimentação, comunicação e uma comissão geral da ocupação. Os estudantes reclamam de estrutura perigosamente precária (o auditório da escola está interditado há 4 anos), falta de professores em algumas matérias, falta de merenda e material básico como papel higiênico, além de apoiarem a greve dos professores do estado e a luta pela educação e as ocupações no resto do RS e estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará.

Com o término do período da manhã, alguns alunos já permaneceram na escola e aguardaram a chegada dos alunos da tarde. Perto da hora de início das aulas, houve concentração no portão da escola, também com a presença e apoio de estudantes que estão ocupando a escola Apolinário.

“Queríamos reunir o ensino médio da tarde na entrada da escola para explicar os motivos da ocupação, mas interpretaram isso como se estivéssemos impedindo a passagem de quem queria entrar pra aula”, disse Décio Vieira, estudante, referindo-se a intervenção feita por pessoal da 4ª CRE, que funciona em prédio adjunto ao Instituto. A Coordenadoria exigiu uma reunião com representantes da ocupação, que foi feita a portas fechadas em torno das 14 horas e durou cerca de 1 hora. “Nos cobraram um nível de organização e já quiseram interferir quando ainda estávamos estabilizando as coisas”, completou o estudante. “Tentaram nos desmobilizar, mas continuamos revoltados com nossa situação e motivados na ocupação”.

Também foi convocada assembleia para votação com o ensino médio da tarde, na qual se manteve em maioria o apoio à ocupação, o que se repetiu à noite. “Temos alguns impasses com a CRE e alguns alunos que são contrários, mas vai dar pra contornar”, reflete Julie Padilha, também estudante. Para os próximos dias estão sendo programadas novas assembleias e um cronograma de atividades. Os estudantes resistem e ocupam a escola por tempo indeterminado.

Unificar as ocupações de secundaristas e universitários em uma grande luta pela educação!

Evidencia-se nesse cenário efervescente nacionalmente, com ocupações, greves, atos e manifestações não só a tendência como a necessidade de unificação das lutas da juventude pela educação. Assim como fizeram os alunos do Júlio de Castilhos em Porto Alegre, em Caxias também se faz importante uma assembleia com estudantes de todas as escolas ocupadas ou que planejam ocupações que forme um comando unificado. Dessa forma podemos crescer pra cima dos ataques e da repressão que virá provavelmente com novo fôlego em tempos pós-golpe.

A unidade só virá a fortalecer e permitirá um avanço significativo nas lutas, e mostrará ainda mais força se não se mantiver somente na esfera estadual e secundarista, unindo nacionalmente em uma só frente estudantes secundaristas e universitários. Lutemos unidos por nossa educação!

Abaixo, algumas fotos da ocupação - conheça a página Ocupa Cristóvão!
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Momento em que a escola foi ocupada
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Alguns minutos antes da assembleia
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Jantar na ocupação




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