Sociedade

FAMÍLIAS NA RUA

Crise sanitária faz surgir novas favelas contando também com ajuda de Bolsonaro e seu veto a suspensão de despejos na pandemia

Muitas famílias ao ficarem desempregadas e sem renda não conseguem arcar com o aluguel e são postas nas ruas. Durante a pandemia 2500 famílias foram despejadas e sem opção recorreram a terrenos abandonados sem saneamento nem estrutura.

sexta-feira 31 de julho| Edição do dia

"Fiquem em casa" diz a demagogia dos políticos capitalistas preocupados em assegurar unicamente o lucro e o dinheiro dos proprietários, enquanto milhares de famílias são postas nas ruas condenadas a condições extremamente vulneráveis em meio a pandemia. A alternativa para isso seria simples suspender os despejos em meio a crise do coronavírus, porém Bolsonaro em junho vetou o projeto que propunha essa suspensão, sacrificando milhares de famílias em nome do aluguel dos proprietários.

Calcula-se que 2.500 famílias se viram nessa situação de serem despejadas e não terem onde se abrigar, recorrendo a construção de barracos em terrenos abandonados. A comunidade, no bairro Jardim Julieta, surgiu em um estacionamento informal para caminhões. Há quatro meses, um grupo de novos sem-teto começou a transformá-lo em uma favela em expansão. Agora, cerca de 700 famílias vivem ali. A cada dia, mais pessoas parecem chegar.

Historicamente, favelas tiveram como origem epidemias. Uma situação previsível e que poderia ter tido resposta desde o começo. A catástrofe da crise sanitária e econômica não estava dada foi a negligência da política adotada tanto por Bolsonaro quanto por governadores, Congresso e todo o regime que potencializou seus efeitos. Medidas como a suspensão de despejos, a proibição de demissões, o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 2 mil, para preservar as condições de vida da população trabalhadora, poderiam e podem salvar milhares de famílias desse sofrimento.

Nenhuma ala do regime pode lavar às mãos em relação a esse drama que vivem as famílias trabalhadoras no país. Bolsonaro, governadores, Maia e o STF, todos em trégua, estão de mãos dadas para descarregar a crise nos trabalhadores. Sua falta de respostas em meio a crise econômica que bota na miséria e nas ruas milhares de famílias, ou a crise sanitária que continua custando milhares de vidas por dia, mostram o descaso desses políticos pela população trabalhadora. Contra essa crise que eles mesmos criaram a classe trabalhadora precisa dar sua resposta, com um programa que através da suspensão dos despejos, da proibição das demissões, do pagamento de auxílio emergencial, permitam aos trabalhadores preservarem sua renda e seus empregos.




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