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Crise: Economia brasileira recua no 2º trimestre

quarta-feira 19 de setembro| Edição do dia

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,5% no trimestre encerrado em julho, na comparação com o trimestre encerrado em abril. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em abril foi puxada pela indústria (-1,9%) e pelos serviços (-0,4%). Na indústria, a queda foi influenciada por recuos de 2,8% na indústria da transformação, 1,3% na construção e 0,8% na extrativa mineral.

Nos serviços, houve quedas de 1,2% no comércio, 3,6% nos transportes, 0,7% em outros serviços e 0,1% em administração pública.

Sob a ótica da demanda, a queda do trimestre encerrado em abril para o trimestre encerrado em julho foi puxada pela formação bruta do capital fixo (os investimentos), que caiu 1,5%. As exportações caíram 5,2%, enquanto as importações tiveram queda de 4,3%.

O cálculo oficial do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto a crise econômica avança, a crise política no Brasil também expressa sua cara reacionária nessas eleições. Com o cenário eleitoral polarizado, a única certeza é que de o próximo governo eleito será um governo ajustador pois todas as candidaturas em algum grau se comprometem com o pagamento da dívida pública, que é um mecanismo que suga todos os recursos do país, deixando saúde, transporte, educação e todos os serviços à população na mão para poder entregar aos cofres de banqueiros e empresários imperialistas ou nacionais. É para garantir este roubo que o Judiciário atua de forma autoritária e arbitrária retirando da população seu direito democrático mais elementar de votar em quem quiser.

É preciso uma resposta de fundo dos trabalhadores por uma alternativa anticapitalista que se enfrente com os capitalistas e a extrema-direita, aglutinando forças em cada local de estudo e trabalho contra cada medida contra nossos direitos, contra cada demissão, contra a carestia de vida. Que os capitalistas paguem pela crise que eles próprios criaram.

Com informações do Agência Brasil.




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