Gênero e sexualidade

DEMISSÕES NA UNESP MARÍLIA

Cresce a campanha contra as demissões das trabalhadoras terceirizadas da Unesp de Marília

sexta-feira 24 de julho de 2015| Edição do dia

Com o encerramento do contrato da Conserv, antiga empresa prestadora do serviço de limpeza para a Unesp de Marília, o emprego de trabalhadoras e trabalhadores está em jogo, dependendo do que será determinado pela RM, empresa que ganhou a licitação.

Trabalhadores que há anos estão na Unesp já cumprem aviso prévio que irá se encerrar no dia 7 de agosto. Como medida de barrar as demissões, o grupo Pão e Rosas impulsionou a campanha contra a demissão dessas trabalhadoras. A página da campanha já chega a quase 500 curtidas, com fotos de apoio de estudantes de diversas universidades, trabalhadores, movimentos e parlamentares.

Thais, bancária da Caixa Econômica Federal, e Andréia, trabalhadora demitida injustamente pela JBS-Friboi.

Fazemos o chamado para que todo o movimento estudantil se some à campanha.

Parte dos Militantes negros e negras do MRT

Que a Adunesp (Sindicato dos professores da universidade), Sintunesp (Sindicato dos servidores), entidades estudantis e também as organizações e coletivos que se organizam na Unesp de Marília, principalmente ligados ao combate às opressões, possam fortalecer a luta desde já, mesmo com a universidade em recesso. Sabemos que são as mulheres, e sobretudo mulheres negras as que mais sofrem com a precarização do trabalho decorrente da terceirização. É absurdo que a vida dessas trabalhadoras esteja determinada pela decisão de uma empresa. A direção da FFC de Marília, que na fala se diz “contra a terceirização”, deve exigir a manutenção do mesmo quadro de funcionários!

A Unesp também é responsável pelas demissões e pela precarização do trabalho. A Unesp só quer saber se o serviço está garantido. É isso que é exigido no contrato, no qual não consta sequer um número de funcionários a serem contratados. Ou seja, além das demissões, é possível que o quadro de funcionários diminua, ao passo que os prédios só aumentam!

No dia 27 de julho, as aulas na FFC irão voltar, e o movimento estudantil de Marília deve retomar os exemplos dados já há anos em defesa incondicional dos trabalhadores. Como quando fizemos greves e ocupações para barrar a terceirização e no ano passado, quando paramos a faculdade fazendo um piquete contra a demissão dos terceirizados. Não podemos deixar que a vida dos trabalhadores que estão diariamente ao nosso lado, garantindo as condições básicas para o estudo seja determinada por uma empresa que só visa o lucro.


Coletivo PretáPretô - Unesp Marília


Trabalhadores da USP


Metroviários de São Paulo


Chico Alencar, deputado federal pelo PSOL


Estudantes do CACH - Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp


Estudantes da Unesp de Araraquara


Moção do CAUM - Cursinho Alternativo da Unesp de Marília


Professores da rede estadual de Araraquara-SP

A UNESP também é responsável!

Nenhuma demissão!

Pela imediata efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público!




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