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JUIZ DE FORA

Coxinhas: sem coreografia, sem patos e sem noção

Ato com poucas dezenas de pessoas em Juiz de Fora, outro com até seis cantando em roda na avenida Rio Branco foram midiatizados pela rede Globo. Enquanto isso, um ato com milhares de professores e estudantes em luta no Rio de Janeiro no dia 17 de março sequer apareceu.

sábado 19 de março de 2016| Edição do dia

Nessa quinta-feira (17), lá vinha meia dúzia de gatos pingados, porém, esses não tinham coreografia. Estavam protestando sem o patão da FIESP e sem pixuleco. Esses, só eram parte da classe média juiz-forana, encantada por Moro e pela Rede Globo, que pra correr da chuva entraram pra câmara de vereadores e lá fizeram seu fabuloso ato da estupidez de quem cantava hino nacional contra a corrupção com camisa da CBF. Mas, já diziam eles que não eram só contra o PT e sim contra a corrupção, só que na hora de gritar, nada de Cunha, nem Aécio e nem o Japonês da Lava Jato, afinal, indignação seletiva contra a corrupção é típico dos atos dos coxinhas: sem ketchup, sem sal e sem noção.

Na Globo, nada diferente, tem cobertura de meia dúzia de “cantores” juiz-foranos, mas não tem nada dos atos de professores e estudantes no Rio de Janeiro. Mais uma vez a mídia mostra sua seletividade entre o que lhe convém e o que não os interessa. Afinal, nada mal pra quem já provou ser o chiuaua da burguesia.

Mas, a noite passada (quarta-feira, 16) também foi hora dos “cidadãos de bem” conhecerem a panela e a colher de pau. Batiam a Tramontina contra a corrupção, mas se por uma lado são bem coreografadas suas dancinhas do impeachment, não podemos dizer o mesmo de suas batucadas histéricas nos condomínios.

NÃO ACABAMOS POR AQUI, NÃO! Rolou fogo no pneu fechando a Rio Branco – mas, pasmem – não rolou cacetada da polícia e nem prisão de ninguém. Não tenho certeza, mas deve ter tido algumas selfies com a PM também. Afinal, com essa parcela da classe média seguidora do Moro o tratamento nas manifestações é VIP!




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