Política

NEPOTISMO

Covas mantém amigos da balada e parentes em cargos da Prefeitura de SP após investigações

Mesmo depois de ser investigado pelo Ministério Público por nomear a tia, amigos de balada e amigos de faculdade, Bruno Covas, atual candidato à reeleição do PSDB para a prefeitura de São Paulo, segue com o nepotismo, chegando a manter pelo menos dois desses nomes em cargos de confiança.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/Instagram - Gustavo Pires e Bruno Covas no gabinete

As nomeações já ocorriam enquanto Covas não tinha assumido a titularidade da prefeitura, ainda era vice do também tucano João Doria e chefiava a Secretaria da Casa Civil, comandando as contratações para os cargos na administração municipal.

Segundo matéria da Folha do ano de 2018, o braço direito de Covas, Gustavo Garcia Pires, que se mantém na prefeitura em posto estratégico de confiança, como secretário-executivo do gabinete e ganhando R$19,7 mil, contratou pelo menos cinco amigos, entre balada e faculdade, além de presentear sua própria mãe para nada menos que a SPTrans, responsável por gerenciamento do transporte coletivo por ônibus da cidade. Elisabete Garcia Pires, mãe do amigo de confiança de Bruno Covas, passou a ganhar R$10 mil, somado a sua aposentadoria de professora da rede pública, e foi contratada em março, antes mesmo de Doria exonerar como prefeito para concorrer ao governo do estado. Ela pediu demissão em outubro de 2018.

Também antes de assumir a prefeitura, em 2017, Covas praticou nepotismo colocando sua tia, Renata da Fonseca Pereira Covas, para cargo de confiança na Cohab, empresa estatal responsável pelo programa de habitação. Por ela ter sido casada com Mário Covas Neto, com quem teve dois filhos, e não ser consanguínea de Bruno, a assessoria de imprensa da prefeitura diz não considerar como parente do atual prefeito.

Outra nomeação que Covas faz questão em manter é Alexandre Macaroni Nardy, que tem R$7,7 mil garantidos pela sua atuação no gabinete do prefeito.

Bruno Covas, representante da ala mais fisiológica da direita golpista, construiu sua gestão e agora sua reeleição com base na garantia de privilégios para os seus com postos estratégicos na máquina pública, como se não bastasse o escancaramento da podridão de sua política com sua ligação com Bolsonaro (o “BolsoDoria”) e até mesmo com empresários bolsonaristas fazendo doações para sua campanha dessas eleições de 2020. E é essa política que Covas constrói, com a destruição do conjunto do direito dos reais servidores públicos, como com o SAMPAPREV, com a demissão de 4 mil merendeiras e cortes de salário em plena crise sanitária e econômica.




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