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ATAQUES AOS TRABALHADORES

Contra os trabalhadores, Bolsonaro quer fim de multa de 40% do FGTS: é um "peso"

Bolsonaro defendeu o fim da multa de 40% sobre o FGTS, que é paga a trabalhadores demitidos sem justa causa.

sexta-feira 19 de julho| Edição do dia

Imagem: Marcos Corrêa/PR

É cada vez mais evidente o quanto e quão rápido Bolsonaro pretende aprofundar os ataques contra a classe trabalhadora. Após o espetáculo de atrocidades durante a votação da reforma da previdência na câmara,
onde o presidente literalmente liberou milhões para garantir que essa etapa fosse cumpridarumo à efetivação da medida que arrancará a aposentadoria de milhões de brasileiros, o alvo agora é também o FGTS.

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Bolsonaro afirmou hoje que defenderá o fim da multa de 40% sobre o FGTS , justificando com toda a demagogia que lhe é peculiar, que a regra é um peso para empregadores. Disse: "Essa multa de 40% foi quando Dornelles era ministro do Fernando Henrique Cardoso. Aumentou a multa para evitar demissão, ok? O que acontece depois disso? O pessoal não emprega mais por causa da multa".

As mudanças no FGTS só não foram anunciadas ontem, quinta-feira, durante a cerimônia de 200 dias de governo, por precaução. A preocupação gira em torno do fato de que um anúncio de tal teor poderia comprometer o financiamento habitacional. E novamente, o presidente esbanja demagogia e cara de pau afirmando que tanto ele quanto seus aliados de estimação não querem "que o projeto pare, afinal de contas o meu pai foi comprar a primeira casa na vida dele quando eu tinha 35 anos de idade".

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E sobre a tal reforma tributária, adiantou que pretende pedir à equipe econômica que elabore um plano em que a carga de impostos seja reduzida. Mais uma das contradições do próprio governo, já que Paulo Guedes já fez declarações de que o objetivo da reforma será simplificar o sistema, mantendo no entanto a atual carga tributária.

Mais uma vez fica extremamente claro o quanto permanece sendo o objetivo central de Bolsonaro e dos golpistas que a crise criada pelos capitalistas seja descarregada nas costas dos trabalhadores e do povo pobre, atacando diretamente direitos históricos e fazendo recair sobre milhões o desemprego e as condições mais precárias de vida.

Por isso, nem se fala sobre a fraudulenta pública. Lutar pelo não pagamento dessa dívida ilegítima é urgente! Que continuemos cada local de trabalho e estudo sendo uma enorme força, exigindo que as centrais sindicais cumpram seu papel de organizar os trabalhadores desde a base contra este e os demais ataques de Bolsonaro.




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