Mundo Operário

PARALISAÇÃO NACIONAL CONTRA O PL 4330

“Construir na base e ativamente a paralisação nacional”

sexta-feira 10 de abril de 2015| Edição do dia

A paralisação nacional do dia 15 de Abril convocado pela CUT, CTB, NCST, movimentos sociais e pela central sindical e popular anti-governista CSP-Conlutas é um movimento correto e necessário ao se opor a este importante ataque aos direitos trabalhistas que é a aprovação do PL 4330.Após anos em que as principais centrais sindicais do país atuaram para manter seus acordos com empresários e governos, impedindo a organização da classe trabalhadora, as centrais estão se movimentando frente a este ataque, que atinge também o peso dos sindicatos que dirigem e para dar uma resposta à crescente pressão das bases que não querem receber os ataques de forma passiva.

O portal Esquerda Diário falou com Felipe Guarnieri, delegado sindical pela estação Santa Cruz no Metrô de São Paulo, e membro da agrupação Metroviários pela Base e do Nossa Classe. Guarnieri afirmou que “A CUT e a CTB passaram anos negociando com os governos e empresários. Esta semana enquanto faziam um ato em Brasília contra o PL 4330 não mobilizaram ativamente em quase lugar nenhum. Lá mesmo no Planalto buscavam acordos e não a denúncia intransigente dos empresários e do governo Dilma que está apoiando esta medida pelas mãos do ministro Levy. Por todos estes motivos não confiamos que estas centrais vão construir ativamente esta paralisação.”

Apesar destas limitações, Guarnieri opinou que “é importante a unidade para se enfrentar com este projeto. Uma unidade, porém que leve a construir de verdade esta paralisação. Que realize assembleias em cada local de trabalho para que os trabalhadores votem democraticamente como aderir e tomem em suas mãos a luta. Aprovamos no metrô de São Paulo em assembleia que vamos tentar paralisar as atividades neste dia. Batalharemos no metrô e para que cada local de trabalho se some ativamente nesta luta. Nós, do Movimento Nossa Classe, como parte da CSP-Conlutas, chamamos os sindicatos que se colocam no campo da luta combativa contra todos os governos a fazer o que as burocracias sindicais, com a CUT e CTB, não vão fazer, construir uma paralisação ativa e que este seja apenas um primeiro grande passo de um verdadeiro plano de luta para barrar os diversos ataques que nossa classe está sofrendo.”

A classe trabalhadora precisa entrar em cena em meio a um cenário político onde tanto a oposição como o governo Dilma, apesar dos ataques e diferenças, tem todos eles acordos em retirar direitos, seja via terceirização ou via medidas provisórias (como as MPs 664 e 665). Entre estes dois lados é preciso que apareça uma “terceira força”. Por isto, é importante, afirma Guarnieri “que este dia de paralisação não se confunda com uma defesa do governo Dilma como quer a CUT e outros convocantes da paralisação. “Não podemos defender um governo que é o mesmo governo que retira direitos como o seguro desemprego e está implementando este projeto da terceirização. Nossa luta é contra os empresários, contra a direita e contra o governo Dilma que atende aos empresários e negocia com a direita”.




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