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UFMG | Conheça e vote na chapa 2 para o CAFCA - Sejamos realistas, lutemos pelo impossível!

Acontecerá nos dia 29 e 30 de junho, as eleições para o centro acadêmico de filosofia da UFMG (CAFCA). A chapa 2 é construída pela Juventude Faísca Revolucionária + independentes, fortemente inspirado na experiência do Maio de 68 e na luta desses estudantes unidos com a classe trabalhadora!

terça-feira 28 de junho | Edição do dia

Segue o conteúdo do panfleto da chapa Sejamos Realista: Exijamos o impossível!

Por um Cafca combativo, proporcional e ao lado dês trabalhadories, não com a direita! Organizar ês estudantes da filosofia contra o bolsonarismo e os ataques à educação e nossos direitos

Nós da Chapa 2, composta pelo coletivo Faísca Revolucionária e estudantes independentes, nos inspiramos em Maio de 68, um marco da aliança do movimento estudantil com as lutas dês trabalhadories em um sentido anticapitalista.

Queremos fortalecer o papel do nosso Centro Acadêmico como uma ferramenta de organização des estudantes para enfrentar os ataques do governo Bolsonaro e de Zema. Por isso, propusemos a chapa 1 que elaboremos em unidade uma carta aberta ao movimento estudantil da UFMG e às nossas principais entidades estudantis (DCE e UNE) defendendo uma forte resposta unificada aos ataques dos governos, do bolsonarismo e da direita à educação e ao nosso futuro. Sem confiança na estratégia meramente eleitoral e sim com a luta e organização desde a base dês estudantes, oprimides e trabalhadories como sujeitos políticos, sem conciliação com a direita que nos ataca, como propõe Lula e o PT em aliança com Alckmin e Kalil.

Vivemos uma profunda crise capitalista que atinge es estudantes de graduação e pós-graduação do nosso curso. Todos os ataques à educação pública que o governo Bolsonaro, cheio de militares, e o regime do golpe institucional implementaram nos afasta do direito de estudar e do sonho de seguir nossa profissão.
Por isso lutamos pela revogação:

- do Teto de Gastos que congela investimento na educação e dos estrondosos cortes;
- das Reformas do Ensino Médio, da Previdência e Trabalhista.

Essa extrema direita Olavista, que diz que as universidades são o antro da “balbúrdia”, do “marxismo cultural” e da “ideologia de gênero” é a mesma que faz coro com a nojenta pergunta “você aguentaria mais um pouquinho?” a uma menina de 11 anos que recorreu ao aborto legal por ter sido vítima de um estupro. Esse setor inspirado no trumpismo vibra com o retrocesso do direito ao aborto nos EUA. Não iremos aguentar nem mais um pouco!

- propomos impulsionar uma secretaria de combate às opressões para fortalecer nossas lutas dentro e fora do curso.
- todo apoio à luta das mulheres e pessoas trans nos EUA e em todo o mundo pelo direito ao próprio corpo!
- pelo aborto legal, seguro e gratuito, garantido pelo SUS!

A realidade nas universidades é muito diferente do que essa escória reacionária diz. Foi muito recentemente que o CAFCA conquistou a contratação do único professor que trabalha Marx no curso de Filosofia. Defendemos:

- contratação de mais professories especializades no estudo e ensino de filosofias não-ocidentais, sob demanda e em consulta com es estudantes;
- adoção do sistema de cotas no departamento de Filosofia para a contratação de professories;
- impulsionar a de leituras de filósofas e filósofos que discutam assuntos relacionados à luta e ao debate das causas sociais, que geralmente não são lidos no percurso curricular formal, através da realização de grupos de estudo pelo CAFCA.

DEFENDER E AMPLIAR AS COTAS RUMO AO FIM DO VESTIBULAR: AS UNIVERSIDADES DEVEM SER PARA TODES!

Defendemos a ampliação das cotas étnico-raciais e PCD’s, e a criação das cotas trans, rumo a uma abertura radical da universidade para a sociedade! Queremos o acesso universal e direto do Ensino Médio para a educação superior, com o fim do vestibular, este filtro racial e de classe que deixa todos os anos milhares sem direito à universidade pública. Para abrir mais vagas a todos que quisessem estudar, precisamos nos enfrentar com os monopólios de educação privada lutando pela estatização sob gestão dos estudantes, trabalhadores e professores. Essas demandas são parte de fortalecer a unidade entre ês estudantes universitários com toda a juventude que fica de fora das universidades, uma maioria pobre e negra que os capitalistas buscam condenar a ser uma geração sem futuro e sem direitos, na mira da polícia.
Rechaçamos o autoritarismo do governo Bolsonaro que coloca interventores nas universidades, mas defendemos que o movimento estudantil precisa ser independente da Reitoria, que administra os cortes do MEC tirando da assistência estudantil e mantendo e o trabalho precário terceirizado. Na UFMG, a Reitoria recentemente tem protagonizado expulsão de ambulantes, ameaças às entidades estudantis e proibição de espaços de convivência. Apostamos na auto-organização des estudantes aliades a es trabalhadories!,

- Pela efetivação imediata dês trabalhadories terceirizades;
- Pela permanência dês vendedores ambulantes da UFMG;
- Por reajuste salarial à professories e técnicos-administrativos;
- Por reajuste de acordo com a inflação das bolsas de estudo e trabalho da graduação e da pós!

Para um CAFCA democrático e orgânico, defendemos:

- assembleias constantes para o debate e decisão democrática des estudantes de graduação e pós-graduação de filosofia;
- instituição do modelo de proporcionalidade na gestão mediante alteração do estatuto do nosso CA sob decisão des estudantes em assembleia estatutária.

O modelo de proporcionalidade significa adotar na gestão da entidade o número de membros de cada uma das chapas concorrentes proporcionalmente à quantidade de votos que cada uma recebeu. Isso permitiria uma maior representação das diferentes posições que es estudantes do curso têm, fomentando vivos debates e garantindo que as principais decisões sejam tomadas democraticamente em assembleias de base.




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