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USP | Conheça a chapa Carcará para as eleições do CeUPES 2022

A chapa é composta por militantes da Juventude Faísca Revolucionária e independentes. Conheça as nossas ideias e entenda o porquê de votar e apoiar a chapa Carcará para o CeUPES 2022!

segunda-feira 27 de junho | Edição do dia
  • Qual a ligação do que vivemos aqui na USP com a situação nacional?

Se Marielle é uma ferida aberta do golpe institucional de 2016, os assassinatos brutais de Dom e Bruno vêm para rasgar ainda mais a pele e expor da forma mais cruel essa ferida. Os efeitos de cada um dos ataques, intensificados pelo golpe e a faceta mais grotesca da burguesia com Bolsonaro e os militares, são sentidos primeiro pela carne negra, indígena, feminina e LGBT.

A Universidade se insere nessa dinâmica social do capitalismo, em que os lucros são colocados acima de qualquer interesse. Aqueles que conseguiram furar o filtro racial e social do vestibular, muitas vezes não conseguem permanecer com atraso das bolsas, a falta de uma pró aluno digna para os estudantes e filas no bandejão que geram sobrecarga acadêmica e sobrecarga de trabalho para os funcionários, por exemplo. E a cada ano nos deparamos com mais cortes rumo a um projeto estratégico de precarizar para privatizar. Conhecemos bem essa política com anos de governo do PSDB de Alckmin em São Paulo, com um projeto levado à frente em parceria com a reitoria da USP, e como a educação, a nossa universidade, em especial o nosso curso, foi extremamente afetado.

  • Por um CeUPES combativo em aliança com os trabalhadores

Nós da chapa Carcará acreditamos e queremos convencer cada estudante que o caminho de derrotar a extrema-direita não é a conciliação com os nossos inimigos declarados, isso é parte do debate que fazemos com a atual gestão do CeUPES, Florescer, que ao mesmo tempo em que mantém a passividade na gestão, diz que a principal tarefa do movimento estudantil é eleger o Lula-Alckmin em outubro. Foi essa conciliação, levada à frente pelo PT nos seus governos, que abriu espaço para cada uma das figuras sustentadoras de Bolsonaro hoje: os militares, o agronegócio assassino, a bancada evangélica, etc.

As entidades estudantis são uma ferramenta poderosa para nossa organização e somos a única chapa que aponta que é preciso um centro acadêmico político, que conecte cada uma das demandas dos estudantes com nossa luta nacional em defesa da educação. Não é possível defender a permanência estudantil sem se enfrentar com projeto de precarização levado a frente pela Reitoria. Estivemos lado a lado dos trabalhadores em cada luta dentro e fora da universidade. Fundado na ditadura, o CeUPES já demonstrou que sua veia pulsa combate e é essa veia que queremos resgatar hoje.

  • Por um Congresso dos estudantes da Sociais

Nós da chapa Carcará propomos a realização de um Congresso dos Estudantes da Sociais, que reúna todos os estudantes do curso para debater cada um dos problemas da nossa realidade. O último congresso do curso foi feito há 12 anos atrás, nem precisa dizer o quanto mudou de lá pra cá. Mas o que debateríamos em tal congresso?

  • Currículo e ementas do curso: Estamos em um curso que deveria estar profundamente ligado com os problemas reais da população. Que se alimente um debate crítico nas Ciências Sociais pensando respostas concretas para os problemas da maioria da população hoje, culminando numa reformulação do currículo e estrutura do curso.
  • Campanha contra a Reforma do Ensino Médio: uma campanha que seja construída e debatida em nosso Congresso, como parte de lutar contra esse que foi um grande ataque que atingiu em cheio também os estudantes de Sociais nacionalmente. E que, acompanhado pela reivindicação da revogação do Teto de Gastos, o Movimento Estudantil se unifique e dê o exemplo a partir da USP em torno do combate aos duros ataques implementados com o Golpe Institucional. São os capitalistas que devem pagar pela crise!
  • Proporcionalidade na gestão: Queremos organizar junto aos estudantes entre outros debates estatutários aquele que versa sobre o modelo de gestão: defendemos um CeUPES com Proporcionalidade na gestão, em que todas as chapas inscritas em eleição para o centro acadêmico possam compor a gestão de forma proporcional à quantidade de votos que receberem, para que os debates de diferentes concepções de entidade possam ser testadas na prática pelos estudantes, fortalecendo espaços de reunião e discussão como as assembleias e reuniões abertas.

Todo mundo tem direito de estudar e sem pagar!

Nossa chapa defende um movimento estudantil que lute para poder permanecer na
universidade ligado ao objetivo de que toda a juventude tenha direito à universidade pública. Para isso, defendemos:

  1. Auxílio permanência de ao menos um salário mínimo sem contrapartida de trabalho;
  2. Para onde está indo o dinheiro da universidade? Pela abertura imediata do livro de contas da universidade;
  3. Somos intransigentes na defesa da efetivação das terceirizadas sem necessidade de concurso público;
  4. Não temos dúvida: são das mãos da reitoria que são tomadas as decisões que precarizam a nossa vida universitária, já que defende um projeto de universidade que sirva ao lucro dos capitalistas. Defendemos um movimento estudantil independente e contrário à Reitoria,a dissolução do Conselho Universitário e que sejam os três setores, estudantes, professores e funcionários que, proporcionalmente, possam gerir a universidade;
  5. Defendemos a ampliação das cotas étnico-raciais e a criação das cotas trans, rumo ao fim do vestibular;
  6. Contra os monopólios do ensino superior defendemos a estatização das universidades privadas sob controle dos trabalhadores e estudantes. E nesse sentido, será necessário se enfrentar com os lucros capitalistas, propondo o fim da PEC do Teto de Gastos e o Não Pagamento da Dívida Pública, pois o dinheiro da educação não deve servir para dar lucro para banqueiro ou monopólio privado de ensino.

Convidamos os estudantes de Ciências Sociais e também de outros cursos, trabalhadores e professores, a debaterem conosco estas ideias e se somar à batalha para que exista uma gestão na USP com coragem para levantar nossas demandas com perspectiva de arrancá-las pela raiz.


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