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SANTA CATARINA

Conheça Gean Loureiro, o mais novo inimigo dos servidores de Florianópolis

domingo 29 de janeiro de 2017| Edição do dia

Qualquer conhecedor da política brasileira sabe que para ascender é preciso ter contatos. Gean teve seu padrinho, Dario Berger, pertencente à uma das famílias mais importantes da cidade, é atual senador do PMDB pelo estado de Santa Catarina e ex-prefeito de Florianópolis. Nesse período, mexendo aqui e ali, ajudou Gean Loureiro a se tornar presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fatma). Fundação essa ligada a esquemas de corrupção com a deflagração da Operação Moeda Verde em 2007, que investigou a negociação de Licenças Ambientais em Florianópolis, usadas para construção em terrenos irregulares, como o caso do shopping center construído em região de manguezal, através de licenças vendidas pela Fatma. A Operação foi decaindo até o ano de 2011 e os vereadores corruptos caçados tiveram seus mandatos devolvidos. O mesmoDario Berger teve recentemente 18 milhões de reais bloqueados pelo Superior Tribunal de Justiça, por envolvimento em outro "suposto" caso de corrupção, dessa vez envolvendo licitações para a operação de radares no ano de 2011.

A conhecida ligação de Berger, Loureiro e alguns outros com a Maçonaria, que tem presença forte na cidade, é um fator a se levar em consideração para o "esquecimento" dos esquemas de corrupção e irregularidades nas quais estão atolados. A tentativa de Gean Loureiro de doar 6.459,43 metros quadrados de terra do município para a Maçonaria em 2010 talvez seja um exemplo de "honestidade e 0% corrupção", que segundo a grã-ordem são os quesitos necessários em um candidato para que os maçons possam apoiá-lo.

Tirando um pouco o foco dos paladinos da anti-corrupção que são os maçons, vamos à Operação Ave de Rapina. O empresário acusado de ser o pivô do esquema de pagamento de propina para vereadores disse em email que concedeu 15 outdoors para candidato a prefeito de Florianópolis no natal de 2013. Gean Loureiro, além de ser citado por 2 empresários nos documentos apreendidos pela Polícia Federal, aparece em vários outros relatórios. No primeiro deles, intitulado "Anotações de reunião com Gean - 17/12", a policia narra uma reunião em dezembro de 2010, na época como presidente da Câmara da cidade, e empresários do setor de mídia externa, onde buscam formas de burlar a legislação que regulava a publicidade nas ruas. Como sempre na novela dos esquemas de corrupção, Gean não sabe de nada, afirma ser um homem íntegro e inocente.

O mais recente crime do representante da maçonaria e da elite florianopolitana foi o pacote de maldades aprovado no último dia 24, que ataca o estatuto dos servidores, suspendendo plano de cargo e carreira, como parte de fazer o setor público pagar a conta da crise, enquanto sonegadores devem mais de 1,5 bilhão de reais aos cofres da prefeitura.




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