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CENTRAIS SINDICAIS

Congresso da CUT: muito barulho pra Lula em 2018 e muito silêncio sobre Greve Geral

Um Congresso marcado pela contradição entre a denúncia feita pelos palestrantes e dirigentes da CUT dos ataques e do golpe e a ausência de qualquer orientação em relação à uma nova greve geral ou a preparação dos trabalhadores para batalhar pela anulação da reforma trabalhista e criar condições para barrar a reforma da previdência.

quinta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Hoje é o ultimo dia do 15º Congresso Extraordinário e Exclusivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que teve início na segunda-feira, dia 28 de agosto. Com a presença de 800 delegados e representantes de 27 países, as mesas de debate tiveram como foco o golpe institucional e os ataques do governo Temer e da burguesia contra os trabalhadores.

Entretanto, ficou vidente desde o início a contradição entre a denúncia feita pelos palestrantes e dirigentes da CUT, como Vagner Freitas, dos ataques e do golpe e a ausência de qualquer orientação em relação à uma nova greve geral ou a preparação dos trabalhadores para batalhar pela anulação da reforma trabalhista e criar condições para barrar a reforma da previdência.

Mais uma vez a CUT mostra que esta mais preocupada com as eleições de 2018 e como alçar e fazer campanha desde já para Lula como alternativa à direita, do que em apresentar um plano de luta concreto que sirva para os trabalhadores barrarem essa ofensiva da burguesia.

Como temos denunciado no Esquerda Diário, as grandes Centrais Sindicais tem traído a luta dos trabalhadores. Por um lado, a Força Sindical e a UGT tem negociado com o governo Temer a venda dos nossos direitos em troca da manutenção do imposto sindical. Por outro lado, a CUT e a CTB estão mais preocupadas com a eleição de Lula em 2018 e, por isso, tem deixado nossos direitos serem arrancados sem planejar qualquer plano de concreto de luta.

Esse papel traidor das Centrais se torna ainda mais nefasto a partir do momento em que o próprio governo Temer conseguiu se manter no poder com a reforma trabalhista aprovada e prepara uma nova ofensiva contra os trabalhadores com a reforma política e previdenciária e as terceirizações. O coroamento dessa traição se escancarou na solenidade de lançamento do XIV Congresso do PCdoB – partido que dirige a CTB –, também nessa semana, que teve como “convidado de honra” o presidente interino Rodrigo Maia (DEM) e André Fufuca (PP), dois importantes partidos da direita golpista.

Para se ter uma ideia, em meio ao próprio Congresso da CUT as centrais sindicais se sentaram com o governo para debater uma alternativa ao imposto sindical, demonstrando que os discursos nas mesas do 15º Congresso sobre o golpe institucional e os ataques do governo Temer não passam disso: palavras ao vento!

Como parte dessa verborragia, o presidente da CUT, Vagner Freitas, apresentou um possível calendário de luta que envolveria o dia 14 de setembro como Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos e contra a reforma da previdência e o dia 11 de Novembro – data em que entra em vigor a nova lei Trabalhista – em que a CUT estaria com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para protestar contra a retirada de direitos da CLT. Nada, porém, que aponte a perspectiva de uma nova greve geral como a de 28 de abril, que parou o país e abalou as estruturas do regime quase levando a queda do presidente.

Fazemos um chamado às organizações de esquerda, aos movimentos sociais e as Centrais Sindicais combativas, como a CSP-Conlutas, para que exijam da burocracia sindical a retomada do caminho de construção da Greve Geral par anular a reforma trabalhista e barrar a ofensiva privatista e as reformas política e previdenciária. Como parte dessa iniciativa, o Esquerda Diário esta organizando junto ao Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), o Grupo de Mulheres Pão e Rosas, a juventude Faísca e o Movimento Nossa Classe, um encontro de trabalhadores e jovens contra a s reformas e privatizações. Participe também dessa atividade que ocorrerá dia 23 de setembro. Confirme presença no evento.




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