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HOMENAGEM

Companheiro Miguel Lago, até o socialismo sempre!

Reproduzimos aqui a nota de homenagem escrita por nossos camaradas argentinos diante do falecimento de nosso companheiro Miguel Lago, fundador do PTS, histórico lutador e referente do Astillero Río Santiago e suas décadas de lutas.

quinta-feira 7 de janeiro| Edição do dia

Com muito pesar informamos que aos 61 anos, depois de lutar contra uma dura doença, faleceu nosso companheiro Miguel Lago.

Miguel começou sua militância muito jovem no Movimiento al Socialismo (MAS) e depois foi fundador do PTS, ocupando um papel chave no núcleo do Astillero Río Santiago, fábrica na qual tinha recentemente se aposentado. Pouco antes, havia decidido suspender sua aposentadoria para ser parte de uma das últimas batalhas importantes da empresa, contra a intenção de esvaziamento e sucateamento de María Eugenia Vidal e Mauricio Macri.

No Astillero, Miguel era conhecido como um dos "históricos". como chamavam essa geração de lutadores que resistiu e derrotou os intentos de privatização nos anos 90, como parte de uma grande tradição de luta, que nesse caso conseguiu ser a única empresa que o menemismo não pode privatizar esses anos, graças a uma grande e decidida batalha de seus trabalhadores.

"Laguito" foi também um dos 13 delegados demitidos e reincorporados com a luta, já que desarticular esse organismo combativo era um dos requisitos que pediam para privatizar a empresa.

Dentro de sua enorme trajetória de luta, foi delegado histórico da sessão de soldagem, um setor especialmente combativo e de vanguarda, um polo para enfrentar e exigir da burocracia sindical batalhas mais decididas.

Porém Miguel foi também um decidido construtor de partido revolucionário e foi parte de um núcleo fundamental da história do PTS junto a companheiros e companheiras como o dirigente histórico do PTS José Montes, Quique Ferreyra, Hernán García, Juan Carlos Ortigoza, Vicky Lago, Nora Buich, Juan Constrisciani, Vero, Marcela, Juan Pablo, Jonatan y Javier, o recentemente falecido "Cabezón" Acosta, ou de tempos atrás, como "Titín" Moreira e o "Pata" Walter Moretti que em seu momento também foram parte do histórico núcleo do astillero.

Em sua paixão por construir partido revolucionário, Lago sempre se destacou por seu entusiasmo para transmitir lições, conclusões e sobretudo paixão aos operários do astillero, mas também para a juventude e todos os setores em luta, os quais ele sempre apoiou. Em cada assembleia, plenário e ação de luta buscava fazer consciente para os operários e estudantes as tarefas para liberar a humanidade da exploração e opressão. Por isso seu aporte não terminou nas portas do astillero, senão que sempre se propôs novos desafios neste caminho revolucionário.

Neste momento também acompanhamos a sua família, que sempre acompanhou a luta do Miguel, a sua filha Vicky, camarada do nosso partido, a sua companheira Corina e a sua filha mais nova Fiama.

Escrevemos essas palavras como uma primeira homenagem, que seus companheiros e companheiras seguirão fazendo nos próximos dias. Compartilhamos, por último, seus discurso em um ato de homenagem a Léon Trotsky.




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