Mundo Operário

GARIS DO RIO DE JANEIRO

Comlurb suspende gari por lutar contra condições precárias de trabalho em plena pandemia

Em meio a pandemia, os garis da Comlurb sofrem com falta de EPI'S, equipamentos de limpeza, falta inclusive utensílios básicos para contenção da pandemia do coronavírus como sabão, álcool em gel, máscara adequadas. Os garis fazem parte dos trabalhadores da linha de frente nessa pandemia, estão expostos a um carga viral sem tamanho e, como já não bastassem as péssimas condições de trabalho impostas pela direção da empresa, a Comlurb puniu com um afastamento de 5 dias Bruno Rosa que denunciava justamente as péssimas condições que ele e outros companheiros trabalham durante a pandemia.

quarta-feira 8 de julho| Edição do dia

O gari Bruno da Rosa vem denunciando odescaso das gerências em relação aos trabalhadores, sobretudo, pela falta de EPI’s e material adequado para garantir o trabalho com o mínimo de exposição possível ao coronavírus.

A direção da Comlurb segue sem dar ouvidos a ele e a todos os garis que exigem o mínimo de condição para trabalhar sem o risco de contaminação, se de fato a empresa estivesse preocupada com a vida dos garis garantia o mínimo que seriam os EPI’s e testes para todos os trabalhadores, além de manter afastados os garis de grupo de risco. Ao contrário, a direção da empresa não apenas não garante o mínimo, mas puniu o gari Bruno da Rosa por denunciar essas péssimas condições de trabalho dos garis na pandemia.

Vejam o vídeo:

É um absurdo que um gari membro Comissão Interna de Acidente de Trabalho que inclusive foi demitido político da greve de 2015 sofra uma perseguição dessas, uma perseguição de caráter político que serve para atacar não apenas Bruno, msa todos aqueles e aquelas garis que se coloquem contra essas medidas da empresa que colocam as vidas dos garis em risco.

A CST-PSOL vem levantando uma campanha contra essa suspensão injusta com cartazes, e abaixo-assinado Todo apoio ao Gari Bruno, contra a perseguição e o autoritarismo da Comlurb.

Justamente no momento da flexibilização da quarentena imposta por Crivella que a direção da Comlurb afasta um gari por denunciar as condições precárias de trabalho. Logo em um momento tão crítico da crise no Rio de Janeiro onde o número de mortos e infectados tende a aumentar, e que mostra uma face racista da pandemia onde os negros morrem mais que os brancos. Os garis por estarem expostos na linha de frente e sem EPI’s adequados, inclusive tendo que esterilizar seu próprio uniforme em casa colocando em risco seus familiares, certamente estarão mais expostos ao vírus e correndo alto risco de contaminação e morte. A punição serve para tentar calar qualquer vanguarda que se organizem contra essas medidas de morte da empresa que seguem a risca o que Crivella segue fazendo na pandemia que é colocar a vida dos negros e negras em risco, desarmados para enfrentar o coronavírus.

Nós do Esquerda Diário e do MRT repudiamos esse ataque da Comlurb contra o Bruno da Rosa e nos solidarizamos com o companheiro e exigimos que se reverta imediatamente a suspensão de 5 dias. Esse ataque que visa calar toda a categoria, enquanto o Prefeito Crivella continua a flexibilização da quarentena na cidade em nome do lucro dos capitalistas, enquanto deixa categorias como a saúde e os garis que em sua maioria são negros e negras sem as mínimas condições de trabalho e higiene. É preciso que os sindicatos denunciem esse absurdo que é essa punição contra o trabalhador, e preciso que os trabalhadores tomem pra si essa luta contra a pandemia fazendo comitês de higiene e saúde para que os próprios trabalhadores decidam sobre os rumos de suas próprias vidas.




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