Economia

GOVERNO BOLSONARO

Começa criação do superministério de ataques do Paulo Guedes

Equipe de transição inicia fusão de Ministério da Fazendo e da Indústria e Comércio Exterior que dará super poderes para Paulo Guedes atacar os trabalhadores e vender o país.

sexta-feira 23 de novembro| Edição do dia

A polêmica fusão dos ministérios da Fazenda e da Indústria e Comércio Exterior, que conformará o superministério do ultraliberal Paulo Guedes começou a sair do papel nesta semana, no gabinete de transição montado no CCBB.

A proposta é controversa entre os industriais, que receiam perder as políticas de incentivos fiscais e financiamentos através do dinheiro público amplamente empregados nos governos petistas, temem favoritismo de Bolsonaro com os setores do agronegócio, forte base de sua campanha eleitoral e futuro governo, mesmo com a declaração de Guedes de que irá "salvar a industria brasileira, apesar dos industriais".

Certo é que o alvo de ataques de Guedes e sua equipe é na realidade os trabalhadores e o povo pobre do país. Como deixam claro as propostas de retirada da previdência, ataque ao salário mínimo, e a criação da escandalosa Secretaria de Privatizações que terá, como parte do mesmo ministério da Economia, o desafio de entregar o máximo possível das riquezas nacionais para o imperialismo e os empresários norte-americanos, quando deveriam ser colocadas a serviço das necessidades da população.

Entre os presentes na reunião de fusão dos ministério estava o economista Carlos da Costa, da linha privatista e liberal do futuro Ministro. Para ele também será entregue uma superpasta, que deve reunir pelo menos as pastas de advocacia da concorrência e produtividade, competitividade industrial, comércio e serviços, inovação e micro e pequena empresa. E também a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, ainda ligada ao Ministério do Trabalho que, mesmo após recuo de ser fechado, deve ser desmantelado e colocado a serviço dos planos de retiradas de direitos do novo governo, como já anunciou Bolsonaro.

Assim avançam os planos de avançar contra os trabalhadores brasileiros, que está sendo preparado enquanto se comemora a lua de mel do novo governo com uma certa trégua que precede a tempestade. É urgente que os trabalhadores se organizem em todos os locais de trabalho do país, exigindo de seus sindicatos que cumpram seu papel de ser uma ferramente de luta, e não de traição como tem sido a CUT e CTB.




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