Educação

RIO GRANDE DO SUL

Começa a onda de ocupações gaúchas! Mais de 20 escolas ocupadas

Enquanto escrevemos esse texto provavelmente uma escola é ocupada por estudantes secundaristas no estado do Rio Grande do Sul. A partir de informações cedidas por professores e estudantes em luta, temos até agora pelo menos 20 escolas ocupadas.

segunda-feira 16 de maio de 2016| Edição do dia

Foto: Thanise Melo

O que começou como uma ocupação de estudantes e professores na escola Emilio Massot na quarta-feira (11) da semana passada, exigindo melhorias na escola e na educação pública, agora passa a ser um verdadeiro maremoto de ocupações espalhadas pelo estado que se combina com a deflagração de uma greve de professores da rede estadual nessa sexta-feira (13). Para onde vai essa mobilização?

Cada escola possui seus problemas específicos, como de infra-estrutura, falta de professores de determinadas matérias, falta de funcionários, etc. Mas todas elas defendem uma educação pública e de qualidade para todos, bem como questões estaduais como a luta contra o PL 44/16 que visa a privatização das escolas, contra o projeto de lei “escola sem partido”, o parcelamento do salário dos professores, etc. As ocupações já extrapolaram a capital gaúcha, chegando até cidades como Rio Grande, Pelotas, Passo Fundo e Viamão.

Os estudantes, inspirados nas ocupações de SP, GO, RJ e CE, tomam nas suas próprias mãos a organização da escola e agora impulsionam um movimento que pode fazer tremer o governo Sartori (PMDB), que vem descarregando a crise econômica nas costas da população.

Como os secundas de SP fizeram ano passado, é necessário organizar em cada escola assembleias dos estudantes que organizem as ocupações, as atividades e elejam representantes para conformação de um comando das escolas ocupadas. Tal organização faz com que o movimento consiga unificar estadualmente a sua pauta, bem como colocar os estudantes na linha de frente da política - o contrário de qualquer organização burocrática onde os rumos do movimento são decididos em gabinetes fechados ou acordos entre correntes.

Confluindo a luta dos secundaristas com os professores em greve e os estudantes e jovens que foram nas ruas semana passada para protestar contra o governo golpista de Temer, é possível erguer um movimento que realmente coloque em cheque os ajustes e a precarização no estado. Os atos da semana passada, compostos majoritariamente por estudantes universitários e jovens, foram duramente reprimidos pela Brigada Militar. Mas o anseio de se continuar a luta é maior! Unificando universidades e escolas, podemos fazer valer nas ruas todo o anseio de uma geração que já não aguenta mais tanto descaso com a educação e os serviços públicos em geral.

Essa mobilização nascente no RS entra em consonância não só com a luta dos estudantes de SP (que vêm fazendo greve na UNICAMP, com reitoria ocupada e na USP, com a Letras ocupada , mas também com as enormes marchas que os estudantes argentinos vem organizando contra os ataques na educação.

Façamos dessa faísca o início de uma verdadeira chama que vai incendiar o país!

Temos conhecimento das escolas ocupadas até agora:

Porto Alegre:
1. Agrônomo Pedro Pereira
2. Dom Henrique
3. Júlio de Castilhos
4. Padre Reus
5. Paula Soares
6. Protásio Alves
7. Costa e Silva
8. Candido Godoi
9. Roque Gonzales
10. Santos Dumont
11. Inácio Montanha

Rio Grande:
12. Silva Gama
13. Bibiano de Almeida
14. Juvenal Miller
15. Roberto Bastos Telechia
16. Mascarenhas de Moraes
17. Getúlio Vargas
18. Lemos Junior

Pelotas:
19. Assis Brasil

Passo Fundo:
20. Eulina Braga

Viamão:
21.Nísia Floresta

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