Mundo Operário

TRABALHO VERDE AMARELO

Com trabalho aos domingos e feriados Bolsonaro aumenta exploração da juventude trabalhadora

Para aqueles da faixa entre 18 e 29 anos, além dos contratos mais precários, o programa verde e amarelo traz mais um benefício às empresas de todos os setores: a possibilidade de explorar seus trabalhadores de domingo e feriado.

terça-feira 12 de novembro| Edição do dia

Seguem as alterações no programa elaborado pelo governo para precarizar ainda mais a vida da juventude e da classe trabalhadora. O Programa Verde e Amarelo - que tem como proposta beneficiar empresas aumentando seus lucros e também dando a permissão a elas explorarem ainda mais os jovens – recebe agora um item que libera, para todos os setores, os trabalhos de domingo e feriado. Item foi incluído por Jair Bolsonaro (PSL).

Veja mais: Bolsonaro lança Programa Verde Amarelo para explorar a juventude desempregada

O Programa viabiliza que empresas paguem menos tributos se empregarem jovens de 18 a 29 anos, possuindo ainda um limite salarial de 1 salário mínimo e meio. Ou seja, além da empresa poder gastar menos com seus tributos, ainda receberá o benefício de pagar somente isso para os seus funcionários dessa faixa etária, ou melhor, até esse valor, podendo pagar ainda menos do que o limite dado.

O item que traria também a proposta para a contratação de pessoas acima de 55 anos foi excluído do programa. Assim, a exploração será totalmente voltada para os mais jovens e as pessoas acima de 55 anos seguirão sem programas para arrumarem emprego. Para as pessoas mais velhas então fica o desemprego e a inalcançável aposentadoria precária imposta agora depois da reforma da previdência.

Para aqueles da faixa entre 18 e 29 anos, além de receberem menos, o programa agora trás mais um benefício às empresas de todos os setores: a possibilidade de explorar seus trabalhadores de domingo e feriado. Com o programa, caberá à empresa fazer escalas de folga e não parar nunca a sua operação. Resumindo, o Programa Verde e Amarelo foi criado não para pôr um fim no altíssimo desemprego que assola a classe trabalhadora, mas sim para explora-la ainda mais e seguir enriquecendo o bolso dos empresários.

Atualmente, as empresas que colocam seus funcionários para trabalharem de domingo e feriado, somente conseguem o feito através de acordos coletivos. Mas para o governo, a necessidade desses acordos coletivos deve acabar, porque o que vale mais é a produção que não pode parar, para assim trazer mais lucros aos empresários. Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, 75% das indústrias não conseguem chegar a acordos. Para o governo, as indústrias precisam de ajuda para que possam obrigar seus funcionários a trabalharem todos os dias sem que “as máquinas” de lucros dos grandes empresários parem. Assim, o Programa vem também com esse “empurrãozinho” agora para aprofundar ainda mais a exploração e a precarização de toda a classe trabalhadora.

Diante de um programa desse pode-se perceber quem está pagando pela crise capital: os trabalhadores, que pagam com suas vidas todos os dias, não conseguem garantir o sustento de suas famílias, vivem no desemprego ou em empregos de pura exploração, vendo o aprofundamento da precarização de suas vidas. E tudo isso para que os empresários sigam enchendo seus bolsos de dinheiro e não vejam a crise atingir os seus lucros.

Isso tem que ter um basta! Essa crise não é dos trabalhadores e não deve ser paga com as vidas da classe trabalhadora. A solução para a questão do desemprego deve passar pela divisão por igual das horas de trabalho entre toda a população economicamente ativa, sem redução dos salários.




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