Educação

SÃO PAULO

Com reforma trabalhista e por perseguição política, Metodista demite 50 professores no ABC

sexta-feira 15 de dezembro de 2017| Edição do dia

Desde o início dessa semana 50 professores foram demitidos na Universidade Metodista na região do ABC em São Paulo. Para o Sindicato dos Professores do ABC (Sinpro ABC) as demissões são por motivação política, já que devido aos atrasos de salários, não pagamento de FGTS e férias (irregulares desde 2015) os professores vem questionando a não garantia de seus direitos. Segundo a diretora do sindicato, a maior parte dos professores demitidos são os que participaram de assembleias que discutiam atraso nos pagamentos.

As demissões atingiram as três unidades que ficam em São Bernardo do Campo/SP, e em sua maior parte ocorreram na Escola de Comunicação, Educação e Humanidades. No curso de pós-graduação em Comunicação Social, por exemplo, cerca de 90% do corpo docente foi demitido.

Estudantes dos cursos da graduação e da pós estão sem orientadores e sem saber como darão continuidade às suas pesquisas. Cursos podem não ter professor suficiente para abrir novas turmas. Na noite de ontem (14) estudantes e professores fizeram um protesto em frente à instituição contra os atrasos de salários e contra as demissões.

Com o aval da reforma trabalhista, esse processo de demissão em massa para contratação de profissionais em regime precário não é novidade. A Metodista agora segue o exemplo da Estácio de Sá no Rio de Janeiro, em que mais de 1.200 professores foram demitidos para a recontratação precária em janeiro. Os professores, estudantes e funcionários desta universidade devem também seguir os exemplos de resistência contra as demissões como vêm sendo feito na Estácio contra o sucateamento do ensino como podem ver nos links abaixo.

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