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Com reabertura e subnotificações, Minas Gerais de Zema bate as 1 mil mortes por COVID-19

Após três meses da primeira morte pelo Covid- 19, o estado de Minas Gerais chega a mil óbitos nesta quarta-feira. Mas o estado tem um registro de que 70 % dos casos de morte por Síndrome Respiratória Aguda não tiveram causa definida nos laudos.

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

O Governo de Zema tem exibido o menor número de casos em maior tempo entre outros dez estados. Esse “menor número” de casos dos quais Zema se vangloria são fruto de subnotificação dos casos.

De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, 70 % dos casos de morte por Síndrome Respiratória Aguda registrados desde o início de 2020 até 13 de junho não tiveram causa definida. O número de testagem em Minas Gerais chega a 6%, sendo outro fator que explica esse “menor número de casos”. Dados apontam que Minas Gerais poderia ter já 16 vezes o números de mortes declaradas pelo governo.

Veja aqui: Estudo aponta que governo de Zema é um dos que mais esconde casos e mortes por COVID-19 no país.

Apesar dessa máscara colocada pelo governo de Zema, cada vez mais avança a letalidade do Covid-19 no estado, entre a primeira e a centésima morte, foram 38 dias. Até bater os 200 óbitos, foram 15 dias. Entre 300 e 400, transcorreram apenas sete dias. E, mais recentemente, entre 800 e 900 mortes, passaram-se apenas quatro dias.

Alinhado desde o começo dessa pandemia com o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de Minas Gerais saiu em defesa ao presidente, passa ataques brutais contra a classe trabalhadora e atua para garantir o aumento das subnotificações, tentando esconder as mortes causadas também pelo seu descaso com a população.

Diante da aceleração do crescimento do número de mortes, Romeu Zema usa a polícia para reprimir nas ruas e passa lei que multa aqueles que não estiverem usando máscaras em locais públicos. Entretanto, salva e destina o dinheiro do estado para os grandes empresários não pagarem pela conta da crise sanitária.

Criminalizar a população não ajudará a combater a contaminação. É preciso que o sistema de saúde seja centralizado e esteja sob controle dos trabalhadores da saúde que são aqueles que estão na linha de frente nesse combate à pandemia. É urgente que novos leitos de UTI sejam criados e que a indústria nacional gire para a produção de todos os equipamentos, utensílios e medicamentos necessários para o atendimento dos pacientes. E ainda, se coloca cada vez mais urgente a aplicação dos testes massivos para que uma quarentena seja aplicada de forma racional e consequente.

O lucro dos grandes empresários não pode mais estar acima da vida da maioria da população. As demissões devem ser proibidas, o auxílio emergencial de 2 mil reais deve chegar para aqueles que não possuem renda suficiente para se manter durante essa crise sanitária. Já que têm milhões para oferecer aos bancos, então esse dinheiro deveria ser voltado para salvar a vida da classe trabalhadora.




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