CORONAVÍRUS

Com poucos leitos, casos de coronavírus na Baixada Fluminense sobem 75% em 48 horas

Região que conta com poucos leitos teve aumento de 75% dos casos confirmados entre sábado e segunda.

terça-feira 7 de abril| Edição do dia

Imagem: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Entre sábado e segunda, a região da Baixada Fluminense, que agrupa mais de 10 municípios com mais de 3,8 milhões de habitantes, vem enfrentando uma explosão exponencial dos casos de coronavírus nos últimos dias. Apenas entre segunda e sábado, o aumento registrado foi de 75%, de 56 para 98. Pode parecer um número baixo, mas temos que levar em conta a imensa subnotificação que tende inclusive a ser maior nas áreas mais pobres.

A situação se torna ainda mais grave se vamos olhar as estatísticas da região:

Magé - 6 leitos normais

Nova Iguaçu - 64 leitos de UTI

Duque de Caxias - 15 leitos de CTI, 40 leitos (outros casos) em unidades pré-hospitalares municipais

Belford Roxo - 10 leitos de UTI.

São João de Meriti - 31 leitos de isolamento.

Nilópolis - 9 leitos de isolamento, sendo 5 num polo de atendimento e 4 em uma UPA.

Queimados - Não há leitos municipais de isolamento. Há 30 leitos estaduais e a promessa de construção de um hospital de campanha com 30 leitos de UTI (isolamento) e de mais 30 leitos.

Japeri - Sem leitos de isolamento. Há, no entanto, 12 leitos com respiradores.

Se a situação é catastrófica no geral, é mais ainda para os municípios mais pobres. Nos próximos dias se prevê o pico da doença no Brasil, e serão justamente os trabalhadores e a população mais pobre a serem afetados, sem testes massivos, a criação de novos leitos e a contratação de profissionais da saúde para toda a demanda, o cenário fica ainda mais dramático.

Isso torna urgente a exigência de mais leitos e respiradores, através da reconversão da produção sob o controle dos trabalhadores, diversos setores não essenciais que estão hoje paralisados poderiam estar produzindo os insumos necessários para se conter essa crise, apenas se os trabalhadores controlam a produção é que se pode colocar essa necessidade como prioridade em detrimento da sede de lucro dos capitalistas que se escancara cada dia mais conforme se agrava a crise!




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