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Com falsos debates e comentadores bolsonaristas, CNN ganha audiência na classe média alta

quinta-feira 6 de agosto| Edição do dia

A CNN se lançou no Brasil abocanhando a onda bolsonarista, abrindo espaço para comentaristas, especialistas em nada e figuras conhecidas do Bolsonarismo em seu canal. Tudo com uma farsesca apresentação de "debates" supostas posições de "esquerda" e de "direita", dando espaço por exemplo para a defesa do negacionismo (tese de que o coronavírus não existiria ou não surtiria efeito na população) em sua programação sob a desculpa de "fomentar o debate".

Com isto, a rede de televisão cresceu entre a classe média alta, no público dos canais pagos. Segundo o Kantar Ibobe, em julho, o público do canal foi composto com 84% das classes A e B, ou seja, com remuneração acima de R$ 8.641 (B) e acima de R$11.262 (A). Segundo o Painel Nacional de Televisão, a emissora perdeu em audiência no público AB somente para o canal History 2. Na Grande São Paulo, a CNN passa na frente da Lifetime (84%), GNT (82%), Globonews (81%) e SportTV 2 (81%) em proporção de telespectadores desta faixa de renda.

Esse é o resultado deve ser comemorado como um sucesso pelos editores do canal, que escolheram bem para quem falar. No caso, os eleitores do #Bolsodoria, seguidores de Caio Coppola e outras figuras bizarras da direita. Mas por trás do circo, tem a real tentativa de prover conteúdo para esta nova direita da classe média alta, do pessoal que vê comunismo em tudo, acredita que a corrupção mata mais do que a pandemia e coisas do tipo, e que está até agora em estágio de negação ao verem seus principais ídolos, Bolsonaro e Sérgio Moro, indo em direções opostas um acusando o outro de ser corrupto ou traidor.




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