Economia

SETOR AUTOMOTIVO

Com Temer economia melhoraria? Venda de veículos volta ao patamar de 2007

No ano de 2016 houve queda de 20,2% nas vendas em comparação ao ano anterior. O resultado faz com que o país reviva números registrados entre 2006 e 2007.

terça-feira 3 de janeiro| Edição do dia

A indústria automobilística no Brasil fez uma viagem de volta ao tempo sob seus rendimentos. De acordo com dados levantados pela Folha de São Paulo, no ano de 2016 houve queda de 20,2% nas vendas em comparação ao ano anterior. O resultado faz com que o país reviva números registrados entre 2006 e 2007; consequentemente, as montadoras que são grandes vetores em geração de empregos, passam por inúmeras interrupções de produção, mantendo funcionários afastados e em férias coletivas, ou também suspendendo de forma temporária seus contratos, precarizando ainda mais as condições de vida e relações de trabalho da população brasileira de trabalhadores.

De acordo com os dados, no ano de 2016 foram licenciados 2,05 milhões de veículos novos. O calculo inclui carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. Somente no mês de dezembro as vendas ultrapassaram 200 mil unidades, o que não ocorreu em nenhum outro mês de 2016.

A base de comparação de 2016 com 2015 já partia de uma forte queda.

Pelas expectativas da Anfavea (Associação Nacional das Montadoras) as vendas devem crescer ao menos um digito no ano de 2017. As marcas estimam entre 1% e 3%, entre as ditas conservadoras, e 6% entre as mais otimistas.

Casos como o da empresa chinesa Chery que investiu R$1,2 bilhão na fabricação de veículos em Jacareí (a 84 km de São Paulo), não aguarda novidades senão a estagnação, e sob essa justificativa, mantiveram suas linhas de montagem paradas nos últimos seis meses.

A empresa Honda, que perdeu espaço entre as marcas concorrentes nos últimos anos, também não estima crescimento em 2017. De acordo com a empresa, nem mesmo o lançamento do WR-V (previsto para o segundo trimestre), fará com que a montadora inaugure fabrica construída em Itirapina (a 213 km de São Paulo), sendo assim, manterá apenas a unidade paulista de Sumaré em funcionamento.

Hoje, há 65 unidades fabris do setor no país, com capacidade para fabricar 4,63 milhões de veículos por ano. As montadoras afirmam que se a recuperação permanecer tímida, as fabricas permanecem a operar com baixa de suas capacidades, o que se desdobrará no aumento ainda maior de desemprego e consequentemente, da crise que vivenciada entre a população brasileira.

O fechamento das fábricas e o desemprego funciona como chantagem para exigir medidas como a reforma trabalhista, fechar acordos de Lay-off, PPE, e aumentar a exploração da classe trabalhador, para recuperar os lucros das montadoras conseguindo que esse setor que é um dos que mais tem direitos conquistados sejam precarizados e assim possa achar "atrativo" inaugurar suas fábricas e retomar turnos em outras que seguem em funcionamento.




Tópicos relacionados

Governo Temer   /    Economia

Comentários

Comentar