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Chuvas derrubam creche e alagam cidades no interior do Rio Grande do Norte

segunda-feira 2 de março de 2020| Edição do dia

Neste final de semana, uma creche da cidade de Extremoz tombou com as fortes chuvas, que abalaram toda a sua estrutura. O ocorrido se deu um dia antes do retorno às aulas dos estudantes.

Pais questionaram as condições da estrutura física do espaço, que poderia ter desabado sobre as crianças se as chuvas tivessem ocorrido durante o período letivo. Fiações velhas e transporte precário, são outras reclamações feitas pelos pais sobre o descaso com a educação e inclusive a segurança de seus filhos nas escolas.

Em Mossoró, as chuvas destruíram vários pontos da cidade. Ruas ficaram alagadas, a água invadiu casas e arrastou veículos, além de queda da energia em pontos da cidade.

Longe de serem situações caóticas causadas pela força da natureza, são expressam de como as prefeituras, como a de Rosalba (PP) em Mossoró e de Joaz Oliveira (PR) em Extremoz, mantém a estrutura da cidade, das escolas, em especial nos bairros mais pobres, a mercê das previsíveis chuvas.

O planejamento urbano entregue aos interesses dos donos de construtoras, não privilegiam o desenvolvimento sustentável das cidades, mas sim o lucro dos empreendimentos corporativos. Sem planejamento e infraestrutura, vidas são colocadas em risco como vemos com o desabamento da creche. Uma realidade compartilhada com os trabalhadores de todo país, que nas grandes capitais morre nas enchentes, deslizamentos de terra e em outras tragédias.

É necessário justamente por não serem casos isolados ou repentinos, a implementação já de um plano de emergência e prevenção para que não sejam os trabalhadores e a população, que continuem pagando inclusive com a vida, por esses fenômenos previsíveis.




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