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Chile: rumo à paralisação nacional de 22 de março

sexta-feira 18 de março de 2016| Edição do dia

A Central Unitária de Trabalhadores (CUT) convocou a uma paralisação nacional para 22 de março. A “reforma trabalhista” prometida pelo governo de Michelle Bachelet para “equilibrar as relações entre o capital e o trabalho”, e que busca evitar um ascenso de lutas operárias mediante concessões parciais, foi derivando em uma reforma cada vez mais anti-sindical, com a “substituição interna” de grevistas assim como indicações que buscam criminalizar as ações combativas (cortes de rua, greves ilegais, ocupações de empresas, etc.). Tudo isso mantendo o Código do Trabalho da ditadura.

Por cima, a direitização do governo e seus acordos com os grandes empresários, junto aos oligárquicos senadores da oposição de direita e a Nova Maioria (coalizão de governo), assim como por baixo o descontentamento em amplos setores do movimento sindical, pressionou a burocracia governista da CUT a convocar a paralisação nacional. O fracasso de sua estratégia de pressão parlamentária a obriga a convocar a uma paralisação nacional atrasada que, no entanto, pode abrir uma importante possibilidade para que recém iniciado o ano político possam se colocar em movimento numerosos setores da classe trabalhadora.

O ano começou fluido. Novos escândalos de corrupção afetam funcionários e parlamentares de direita e da centro-esquerda e provocam maiores questionamentos nos marcos de uma forte crise do sistema político chileno. As federações estudantis anunciam mobilizações frente ao que denunciam como falsa reforma de gratuidade no sistema educacional.

Partes importantes do movimento sindical aderiram às mobilizações e à paralisação. Professores, trabalhadores da saúde, trabalhadores dos correios, operários da mineração e industriais chamam à paralisação e à mobilização. Sindicatos e organizações opositoras à burocracia da CUT ao Partido Comunista e à Nova Maioria, chamaram a paralisar ativamente e de forma combativa, rechaçando a reforma trabalhista e exigindo da CUT a preparação da paralisação desde as bases e denunciando seu discurso de “apoio” ao governo. Setores do movimento estudantil começam a chamar a organizar assembleias e a exigir das direções oficiais que chamem à paralisação sob a bandeira da unidade operário-estudantil.
Reproduzimos aqui uma nota do La Izquierda Diario Chile e uma declaração da organização Alternativa Operária. Nos próximos dias iremos ampliando a cobertura rumo à paralisação.

Quais organizações sindicais e estudantis aderiram à paralisação nacional da CUT?

Neste 22 de março, vamos por uma paralisação ativa, de luta e mobilização!




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