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Chile: o desemprego sobe no primeiro trimestre

Um relatório oficial aponta para uma deterioração dos empregos no Chile. O setor de mineração é um dos mais afetados.

sexta-feira 1º de abril de 2016| Edição do dia

O desemprego no Chile avançou no trimestre de fevereiro, freando a tendência de baixa dos últimos seis meses, dando sinais de que o mercado de trabalho flexível começou a sentir o efeito da debilidade na atividade econômica.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) informou que a taxa de desocupação aumentou 5,9% no trimestre móvel de dezembro-fevereiro, de acordo com o esperado pelo mercado e num período que tradicionalmente é intensiva em mão de obra.

Uma pesquisa feita pela Reuters levanta uma estimativa de 5,9% para o período dezembro-fevereiro.

“Embora a taxa de desemprego se mantenha em níveis historicamente baixos, a composição na geração de postos de trabalho continua representando um mercado de trabalho mais deteriorado”, disse Corpresaerch em um relatório.

A cifra de desemprego nos últimos três meses até fevereiro foi superior em 0,1% em comparação ao período novembro-janeiro e menor que os 6,1% anotado até fevereiro de 2015.

O aumento trimestral da taxa de desocupação influenciou negativamente no desempenho dos setores da educação e da indústria manufatureira, o que foi compensado parcialmente por um aumento no setor agrícola, intensificando a mão de obra durante o verão.

Em termos anuais, destaca-se o desemprego no setor de mineração, do qual o Chile é o maior produtor mundial de cobre e que se viu afetado por uma queda nos preços do minério e um congelamento dos investimentos no setor.

Apesar do rápido aumento da taxa de desemprego, o mercado de trabalho no Chile mostrou certa resistência à débil atividade econômica do último ano, ainda que os analistas esperem um gradual declínio nos próximos meses.

“Embora o aumento do desemprego seja marginal, acreditamos que a dinâmica do mercado de trabalho permaneceria pressionadas durante os meses seguintes, situação que prejudicaria o desempenho do consumo de agentes e, com isso, o crescimento da economia em 2016”, disse Bice Inversiones em um relatório.

Alguns analistas esperam que a taxa de desemprego suba ao longo do ano, alcançando valores em torno dos 7,0%.




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