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DESEMPREGO

Centenas de desempregados passam a noite em fila por vaga em shopping no RJ

Desesperados por uma vaga frente a crise e o enorme desemprego no país, cerca de 200 pessoas, em São Gonçalo, RJ, passaram perto de 16h esperando em fila em fila em frente ao Nalin Shopping na esperança de conseguir um emprego. Mesmo após a Reforma Trabalhista, a realidade do desemprego é gritante.

terça-feira 19 de junho| Edição do dia

Centenas de pessoas chegaram no dia anterior à entrevista, que estava marcada para terça-feira, 19, para tentar garantir uma vaga de emprego de vendedor ou de auxiliar de serviços gerais, chegando a casos de pessoas que passaram 16 horas na fila que adentrou a madrugada. O shopping não informou quantos seriam contratados.

O G1 entrevistou desde dona de casa até técnicos formados, que não puderam esconder a urgência destes que, em sua maioria, seguirão batalhando para ter o direito a um salário, única fonte de sustento de maior parte da população. A última pesquisa do IBGE revelou um recorde no desemprego, que atinge 27,7 milhões de brasileiros.

Em um momento de inúmeros ataques aos trabalhadores e ao povo pobre, à saúde e educação, no qual os patrões capitalistas buscam descarregar a crise em cima dos trabalhadores para manter seus lucros, privilégios e luxos preservados, cenas de barbárie social como essa se tornam cada vez mais comuns.

Nesse momento de desemprego, em que a população sente todos os dias a piora na sua qualidade de vida, situação oposta ao prometido pelos golpistas com suas reformas anti-operárias, como saída temos a auto organização dos trabalhadores, que imponham às centrais sindicais, que tantas vezes já traíram a população, a estarem na luta contra todos os ataques e coloque que os capitalistas paguem pela crise que eles próprios criaram.

Essa luta deverá se enfrentar com o principal mecanismo de saque das riquezas do país, a dívida pública, que consome trilhões dos orçamentos públicos todos os anos e que poderiam estar a serviço de um plano de obras públicas, ao mesmo tempo que da repartição das horas de trabalho sem redução de salário, unificando trabalhadores empregados e desempregados no país.




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