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Carteiros de Cotia paralisam e organizarão um bloco no ato da Av. Paulista

Com paralisação de metade de seu operativo, carteiros de Cotia se somam ao dia de Luta contra a Reforma da Previdência e afirmam: "Vamos mostrar para esse golpista que os trabalhadores não são bobos!"

quarta-feira 15 de março| Edição do dia

Se somando ao Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, o CDD Cotia teve 50% do conjunto de trabalhadores paralisados. Os trabalhadores realizaram um piquete logo pela manhã onde bloquearam o acesso a Centro de Distribuição e conversaram sobre os impactos da Reforma na Previdência nos direitos seus e de seus filhos, os quais serão mais afetados.

Os trabalhadores dos Correios veem sofrendo uma série de ataques aos seus direitos específicos como cortes no planos de saúde, risco de terceirização e uma série de medidas que coloca em risco sua estabilidade trabalhista, que tem sido motoras de mobilizações e se tornam pautas junto à revogação da Reforma da Previdência.

O Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) é responsável pela organização e distribuição das correspondências e encomendas para toda a região de Cotia e integra o SINTECT/SPM. Na última assembleia, o sindicato, que é dirigido pela CTB, deliberou a paralisação para o dia 15 como parte do dia nacional de luta cedendo a pressão dos trabalhadores dos Correios de manifestar a indignação com os ataques que vem sofrendo. Embora a decisão favoreça a luta, a direção sempre atuou no sentido de desarmar a mobilização dos carteiros, negociando as pautas das lutas por fora de discussão com a maioria dos trabalhadores e atrelando as greves aos interesses políticos de parlamentares do PCdoB e PT. A paralisação dos carteiros de Cotia tem encontrado pela frente um grande apoio da população e uma adesão única se comparada com os últimos anos.

"Vamos lá, vamos participar desse ato na Paulista pra mostrar para esse governo golpista que trabalhador não é bobo e não vai ser enganado. Vamos contra essa Reforma da Previdência, que é um ataque aos direitos trabalhistas, e mostraremos que com a força dos trabalhadores esse ataque não passará. Golpistas não passarão!", afirmou um dos carteiros.

Os carteiros, além de se organizar no local de trabalho, estão planejando construir um bloco de trabalhadores do Correios na manifestação iniciada agora a tarde na Avenida Paulista, e veem a adesão à paralisação nacional como uma oportunidade de construir uma greve geral nacional em unidade com as diferentes categorias.




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