Educação

ELEIÇÕES UERJ

Carolina Cacau é eleita para Conselho Universitário da UERJ desafiando a estrutura de poder

sexta-feira 22 de junho| Edição do dia

O Esquerda Diário conversou com Carolina Cacau, estudante de Serviço Social e militante da Faísca, juventude anticapitalista e revolucionária, sobre sua eleição como representante discente para o Conselho Universitário da UERJ. Veja o que ela falou sobre o resultado da eleição:

"Os que estiveram junto comigo nessa batalha para entrar no Conselho Universitário como representante dos estudantes sabem que uma resposta para a crise da UERJ e por nossas demandas só será conquistada com nossa organização e luta pela base.
Mas saberemos assumir esta representação no Conselho como ponto de apoio para fortalecer a luta por todas as demandas estudantis, a começar por permanência estudantil plena, com creches, moradia estudantil e bandejões em todos os campi, o fim da reavaliação das bolsas, reabertura dos laboratórios de informática, retomar as bolsas cortadas, aumentando seu número e pela equiparação do valor ao salário mínimo.

Estaremos lá incomodando os poderosos, a reitoria e a burocracia acadêmica, para arrancar cada mínima demanda que seja possível, mas sempre batalhando por outra UERJ, que não somente resista bravamente aos ataques como estamos fazendo, mas que amplie seu acesso, permanência e pesquisa e que seja colocada a serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

É por este objetivo maior que desde a campanha colocamos que o fato de compor este Conselho Universitário não fará com que mudemos nosso horizonte de que com nossa luta possamos superar essa estrutura de poder autoritária e antidemocrática e impor um novo estatuto da UERJ, elaborado pela comunidade universitária de forma independente da burocracia acadêmica. Nossa batalha será sempre pelo fim da reitoria e deste Conselho Universitário, a favor de uma gestão da universidade composta pelos três setores da universidade em proporção ao seu número, com maioria estudantil.

Venha construir a Faísca conosco para fortalecer essa luta que parte do questionamento da universidade de classes ao questionamento da sociedade de classes, como nos deixaram como ensinamento os estudantes franceses no Maio de 68, que após 50 anos mostra toda a sua atualidade.

Mais ainda num país que sofreu um golpe institucional, que teve sua continuidade na intervenção federal, no assassinato da Marielle, na prisão arbitrária do Lula e nos ataques do governo golpista do Temer. Ataques ainda mais profundos do que o PT vinha fazendo. O mesmo PT, que junto ao PCdoB, controlam burocraticamente a CUT e CTB e inclusive nosso DCE. Por isso, foi importante a Chapa 2 que construímos para o DCE junto a outros grupos e independentes que teve mais de 1300 votos, com um programa de resposta pra essa crise pela esquerda, de forma independente do PT e com o movimento estudantil combativo na linha de frente.

Abrimos uma nova etapa na luta entrando no Conselho Universitário, mas ela continua sendo a mesma.

A UERJ resiste e vale mais que o lucro deles."




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