Mundo Operário

TRABALHADORES ENFRENTAM PREFEITO

Campinas: em meio à greve dos servidores, os vereadores aumentam seus próprios salários

quinta-feira 11 de junho de 2015| Edição do dia

da redação, Campinas

Nessa quarta, a greve dos servidores municipais de Campinas completou 10 dias. Com reivindicações justas e legítimas por melhores condições de trabalho e dos serviços públicos, os trabalhadores do município se enfrentam com a intransigência do governo Jonas Donizette(PSB).

A prefeitura quer jogar a crise econômica criada pelos poderosos nas costas dos trabalhadores, e para isso visa desmantelar ainda mais dois setores fundamentais do serviço público: educação e saúde.

Na saúde, avança a passos largos o processo de privatização e sucateamento dos hospitais com as OSS (Organizações Sociais de Saúde). Já na educação, o rolo compressor da prefeitura é claro: alterações feitas no Plano Municipal de Educação de forma autoritária pelo governo e o cancelamento da audiência pública que debateria a “Emenda da Opressão”, são as vias encontradas para aprofundar um projeto de educação ainda mais sucateado através da privatização, do corte de direitos e da naturalização da opressão de gênero no cotidiano escolar. Para calar os educadores e demais servidores, Jonas busca judicializar a greve e atacar o movimento.

O dia foi marcado pela adesão da Orquestra Municipal à greve, e também, pela “provocação” dos vereadores, que votaram o próprio aumento dos salários para 9,2 mil reais mais todas as mordomias, enquanto dizem não ter dinheiro para atender as reivindicações dos servidores. Cerca de 500 servidores saíram em ato do centro de Campinas para realizar um importante protesto na câmara contra tal votação.

Os “ajustes” contra distintos setores da população por parte de Dilma, Alckmin e Jonas já afetam a vida de milhares de trabalhadores e estudantes em Campinas. O apoio de professores estaduais há 90 dias em greve, de estudantes da Unicamp, PUC, assim como de trabalhadores de outras categorias, mostra que a cidade atravessa um momento marcado pela resistência de trabalhadores e da juventude contra a retirada de direitos.




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